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Parcerias de sucesso

Especialistas falam do valor de um parceiro de sucesso nos negócios

Publicado em 16/03/2006 - 00:01

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Onde estão os limites? Existem limites para os negócios? Com estes questionamentos é que Peter Greenberr, Editor de Viagens da Today Show da NBC, MSNBC, CNBC, America Online, nos Estados Unidos começou sua palestra: Empreendedores e os Discursos: Fazendo Parcerias para o Sucesso no 1º dia do 10° Congresso Mundial de Jovens Empreendedores, em São Paulo.

Para falar sobre o tema, o evento contou com importantes convidados como: Ken Murphy, Vice Presidente, Marketing & Comunicações, United Air Travel Plan, EUA; Brian Davis, Fundador e Executivo, Xango, EUA; Andrew Fiddaman, Diretor Associado, The Prince of Wales International Business Leaders Forum, Reino Unido; e Sabri Dogar, Presidente & Diretor Executivo, Sigem Ltd., Turquia. Todos eles trouxeram para os espectadores do evento, suas experiências com relação ao mercado empresarial contando sobre parcerias significativas que os ajudaram a conquistar o tão almejado sucesso.

Ken Murphy, começou seu discurso contando aos espectadores como sua insatisfação profissional, ainda em 2001, o levou a mudar sua carreira, buscar novos desafios e o crescimento profissional que tanto desejava. Segundo ele, para o jovem empreendedor, este talvez seja o passo mais difícil. Encarar que necessário mudar e dar o primeiro passo sem ter apoio de ninguém. "Tinha um emprego estável e minha esposa não gostou da idéia quando decidi mudar minha carreira. Tentei convencê-la de que em cinco anos ela passaria a me ver com um gênio. Bem, a empresa passou por uma crise há poucos anos e chegamos a perder 8,5 bilhões. Hoje, porém, passada a tormenta, nosso faturamente é de 9 bilhões. Estou tentando convencê-la de que nos próximos dois anos ela vai me achar um gênio. Ainda não consegui, mas não desisto", brincou.

Brian Davis, fundador e executivo da Xango, fez um discurso complementar contando sua experiência empreendedora ao unir uma boa idéias a cinco parceiros de grande potencial. Ele desenvolveu um suplemento alimentar com base em uma fruta do sudeste asiático, algo realmente inovador. No entanto, isso não diminuiu as complicações na hora de buscar financiamento para este projeto e convencer parceiros a acreditar na idéia para ajudar em sua difusão. "No início, tudo foi muito árduo. Não tínhamos tempo nem capital suficiente para investir em uma grande divulgação do nossa idéia. Tivemos que trabalhar com poucos recursos. Mas com a ajuda de cinco bons parceiros hoje, após 3 anos, contamos com 600 distribuidores e ficamos surpresos a cada dia com o crescimento de nosso negócio", revelou. Clique aqui e saiba mais sobre o produto.

Que as parcerias são indispensáveis para o sucesso do negócio não é novidade para ninguém. Mas como mostrar para seu cliente que suas parcerias trazem benefícios não só para as empresas em questão, e, tampouco só para eles, mas para a sociedade em geral? Sabre, o representante da Sigem, Turquia, empresa do segmento da construção contou como as parcerias que sua companhia mantém com outras do mesmo ramo já foram determinantes para modificar a realidade social da população em condições específicas.

O exemplo não poderia ser mais claro. A ação rápida da Sigem para a reconstrução de moradias na Sumatra, região atingida pelo Tsunami, em 2004, só foi possível graças às parcerias que a empresa mantêm. "Nossos principais clientes são organizações humanitárias e os próprios governos que buscam a construção de moradias popularem em curto prazo, já sabendo que somos a mais rápida do mundo por termos uma `força tarefa´ ampla e eficiente", explicou.

Por fim, Andrews Fiddaman, que há alguns anos dedica-se a trabalhar o conceito de responsabilidade social lembrou como este é um fator determinante para o sucesso das empresas e o que é possível trabalhando junto com a sociedade para a sociedade sem deixar de atingir as expectativas de faturamento do seu negócio. "Quando se fala em responsabilidade social muitos pensam que isto não é algo lucrativo para as empresas", disse. A verdade, porém, é bem diferente. Quando se trabalha a responsabilidade social como um todo, não apenas a simples filatropia, a empresa trabalha mais próxima da sociedade, passando a ouví-la e, ainda, tendo ela como parceira de seu negócio. "No fim das contas, fica no mercado aquele que trabalha com este tipo de conceito e sabe vendê-lo no lugar daquele que simplesmente o ignora", disse.

A Natura é um exemplo de empresa que segue esta linha de raciocínio. Ela aposta na responsabilidade social, trabalha como agente transformadora à medida em que vende produtos ligados à imagem da preservação da natureza, além de tentar conscientizar seus consumidores de que é preciso poupar os recursos naturais. A empresa ainda desenvolve linhas exclusivas com embalagens recicláveis que não agridem o meio ambiente, atitude que reforça sua estratégia e seu slogan do: `bem estar bem´. Foi exatamente utilizando estes conceitos e tendo a sociedade como parceira é que ela alcançou o status de ser considerada uma empresa socialmente responsável. E alguém tem alguma dúvida do sucesso empresarial deste negócio? Se não fosse algo rentável, certamente a empresa não estaria entre as maiores do setor de cosméticos da América Latina.

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