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Terça-feira :: 06 / 01 / 2009

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Fórum Mundial de Educação de São Paulo chega ao fim tendo discutido temas urgentes para a pauta do Ensino

O Fórum Mundial de Educação de São Paulo encerrou no domingo 04/04 deixando aos organizadores, palestrantes e participantes a sensação de dever cumprido. Depois de discutir aspectos relevantes à Educação Cidadã, como a questão da violência nas escolas, o mercantilismo no ensino, acesso à universidade pública, a Reforma Universitária e tantos outros temas, os envolvidos no evento aguardam com ansiedade o próximo Fórum, que acontecerá em julho, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul.

Refletir ensinamentos, debater idéias e compartilhar metodologias foram as principais lições aprendidas por Isabel Conceição, 45 anos, professora da ACAJE (Associação de crianças e adolescentes do Jardim Caraí, zona sul de São Paulo), no Fórum Mundial de Educação.

Para ela, embora o evento tenha sido, majoritariamente composto por educadores, professores e estudantes de escolas e universidades, muitas entidades e associações envolvidas com o ensino marcaram presença para  trocar experiências com outros profissionais.

"O Fórum é um lugar onde as opiniões se chocam e ao mesmo tempo se complementam. Para o educador, que constantemente deve se reciclar, aperfeiçoar e ter acesso ao que há de mais novo em termos de ensino, participar desse tipo de evento é fundamental", declara. "E a oportunidade de ver experiências positivas trazidas por profissionais do exterior pode servir de exemplo para que a Educação no Brasil possa melhorar e um dia ser modelo para outros países."

Por fim, Isabel reforça que o Fórum Mundial de Educação em São Paulo, por meio de seus debates, palestras e apresentações, serviu de canal de integração, uma espécie de Ágora (na Grécia antiga, era a praça onde os civis discutiam as legislações e regras que regiam a sociedade da época. Era considerado um espaço de democracia, embora mulheres, escravos e povos estrangeiros não pudessem participar das decisões) do século XXI. 

"Participar do Fórum Mundial de Educação é agregar conhecimento, à medida que temos contato com outros povos e diferentes culturas", declara a estudante de Direito da Unifieo, de Osasco, e professora pré-escolar da Escola Municipal Nilza Prestes, zona sul de São Paulo, Viviane Ribeiro de Souza.

Nesse contexto, Viviane vê no Fórum mais do que um local de reflexão e discussão de idéias. Mas sim, um lugar de aprendizado, já que é possível ter contato com educadores e alunos de diversas regiões possibilitando uma troca de conhecimento e compartilhamento de metodologias de ensino para o desenvolvimento e execução de um bom projeto pedagógico. "Com certeza, muitas experiências vivenciadas aqui serão repassadas em sala de aula", ressalta.

Apesar do evento ser destinado à discussão das problemáticas relacionadas ao ensino, muitas questões debatidas nas conferências podem ser contextualizadas com outras áreas de interesse social. Portanto, o Fórum Mundial de Educação passa a ser de interesse de toda a sociedade e não apenas de pessoas e órgãos envolvidos com educação. Fato que a estudante faz questão de ressaltar: "A experiência adquirida aqui não se limita às escolas e universidades, mas estende-se para a toda vida. Mesmo quando deixar de ser professora e migrar para a área de Direito, muita coisa discutida aqui irá servir para meu crescimento pessoal e profissional", afirma Viviane.

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O Fórum Mundial de Educação de São Paulo é uma prévia do que acontecerá no final de julho em Porto Alegre. As conclusões obtidas das discussões realizadas entre os dias 01/04 e 04/04 na capital paulista serão levadas ao futuro evento. São esperadas 60.000 pessoas no Anhembi e na Unisantana nestes quatro dias

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