Ir diretamente para o conteúdo
Publicidade
Publicidade
![]() |
|||||||||||
|
Fórum Mundial de Educação de São Paulo chega ao fim tendo discutido temas urgentes para a pauta do Ensino
O Fórum Mundial de Educação de São Paulo encerrou no domingo 04/04 deixando aos organizadores, palestrantes e participantes a sensação de dever cumprido. Depois de discutir aspectos relevantes à Educação Cidadã, como a questão da violência nas escolas, o mercantilismo no ensino, acesso à universidade pública, a Reforma Universitária e tantos outros temas, os envolvidos no evento aguardam com ansiedade o próximo Fórum, que acontecerá em julho, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Refletir ensinamentos, debater idéias e compartilhar metodologias foram as principais lições aprendidas por Isabel Conceição, 45 anos, professora da ACAJE (Associação de crianças e adolescentes do Jardim Caraí, zona sul de São Paulo), no Fórum Mundial de Educação. Para ela, embora o evento tenha sido, majoritariamente composto por educadores, professores e estudantes de escolas e universidades, muitas entidades e associações envolvidas com o ensino marcaram presença para trocar experiências com outros profissionais. "O Fórum é um lugar onde as opiniões se chocam e ao mesmo tempo se complementam. Para o educador, que constantemente deve se reciclar, aperfeiçoar e ter acesso ao que há de mais novo em termos de ensino, participar desse tipo de evento é fundamental", declara. "E a oportunidade de ver experiências positivas trazidas por profissionais do exterior pode servir de exemplo para que a Educação no Brasil possa melhorar e um dia ser modelo para outros países." Por fim, Isabel reforça que o Fórum Mundial de Educação em São Paulo, por meio de seus debates, palestras e apresentações, serviu de canal de integração, uma espécie de Ágora (na Grécia antiga, era a praça onde os civis discutiam as legislações e regras que regiam a sociedade da época. Era considerado um espaço de democracia, embora mulheres, escravos e povos estrangeiros não pudessem participar das decisões) do século XXI. "Participar do Fórum Mundial de Educação é agregar conhecimento, à medida que temos contato com outros povos e diferentes culturas", declara a estudante de Direito da Unifieo, de Osasco, e professora pré-escolar da Escola Municipal Nilza Prestes, zona sul de São Paulo, Viviane Ribeiro de Souza. Nesse contexto, Viviane vê no Fórum mais do que um local de reflexão e discussão de idéias. Mas sim, um lugar de aprendizado, já que é possível ter contato com educadores e alunos de diversas regiões possibilitando uma troca de conhecimento e compartilhamento de metodologias de ensino para o desenvolvimento e execução de um bom projeto pedagógico. "Com certeza, muitas experiências vivenciadas aqui serão repassadas em sala de aula", ressalta. Apesar do evento ser destinado à discussão das problemáticas relacionadas ao ensino, muitas questões debatidas nas conferências podem ser contextualizadas com outras áreas de interesse social. Portanto, o Fórum Mundial de Educação passa a ser de interesse de toda a sociedade e não apenas de pessoas e órgãos envolvidos com educação. Fato que a estudante faz questão de ressaltar: "A experiência adquirida aqui não se limita às escolas e universidades, mas estende-se para a toda vida. Mesmo quando deixar de ser professora e migrar para a área de Direito, muita coisa discutida aqui irá servir para meu crescimento pessoal e profissional", afirma Viviane. Leia Também:
4/4 - Movimento estudantil e formação universitária 2/4 - Educação como direito e inclusão social a partir do programa Fome Zero 2/4 - Estrutura do Fórum recebe bem os participantes 2/4 - Homenagem a Paulo Freire 1/4 - Leituramento crítico na Universidade 1/4 - Escola livre: o impacto do software livre na escola e na sociedade |
|
||||||||||
Links patrocinados