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Chave para a internacionalização

Para especialistas, flexibilidade é o caminho para vencer desafios

Publicado em 30/11/2007 - 13:18

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Por Larissa Leiros Baroni, de Brasília (DF)

Economia e a Internacionalização da Ibero-América. Esse foi o tema do segundo painel do II Encontro Nacional de Reitores Universia. A mesa, mediada pelo presidente do CRUB (Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras) Nival Nunes, foi composta pelo presidente da junta diretiva da CINDA (Centro Interuniversitário de Desarrollo) Carlos Angulo, reitor da Universidade Politécnica de Madrid Javier Uceda e do diretor de avaliação da Capes Renato Janine Ribeiro.

Durante o debate, houve uma unanimidade entre os participantes em relação à importância da internacionalização para o crescimento econômico dos países ibero-americanos. "Basta verificar os índices de ocupação entre os graduados. A chances de empregabilidade são bem maiores quando se tem Ensino Superior", exemplifica Uceda. Mas para que as universidades possam contribuir com o desenvolvimento de seus países, é preciso que estejam preparadas para a internacionalização. "Ou elas se adequam às mudanças do mundo globalizado, ou serão excluídas do cenário educacional", alerta o reitor.

Muito mais do que fazer uma mobilidade estudantil, as instituições de ensino devem estar preparadas para ter um relacionamento mais próximo com universidades estrangeiras. "Ser uma universidade internacionalizada, só para dizer que está adequada às exigências da globalização não é suficiente", assegura Angulo. "O processo deve ser encarado como uma ferramenta de qualidade de ensino", completa.

A inserção internacional está diretamente relacionada à qualidade da instituição e de seus serviços, tanto é que faz parte de um dos critérios de avaliação dos cursos de mestrado e doutorado da Capes. "Não basta apenas publicar artigos científicos em revistas internacionais, é preciso ter uma participação e uma colaboração ativa de universidades e empresas internacionais para o crescimento do conhecimento", afirma Ribeiro."O progresso não se dá por etapas e sim por saltos. Essa é a melhor maneira do Brasil superar os atrasos", acredita.

A flexibilidade é a chave para o caminho da internacionalização. "As transformações sociais e econômicas do mundo afetam diretamente as universidades. E as instituições devem estar preparadas para se adequar as essas mudanças", diz Uceda. Em sua opinião, porém, antes de sair por aí implementando ações e projetos, é preciso definir metas, objetivos, caminhos e resultados para abrir as portas para o mundo. "Esse é o desafio do século XXI e temos que estar preparados para enfrentá-lo", conclui o reitor da Universidade Politécnica de Madrid.

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