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Aqui se aprende a fazer e ensinar arte

As características da profissão do educador artístico

Publicado em 13/02/2002 - 18:10

Impossível dissociar o homem da arte. Desde que tomou consciência de si e do mundo que o rodeia, o ser humano passou a representar, em imagens, tudo o que vive e sente. Além de expressar o sentimento e a visão de mundo de cada artista, a arte também serve como testemunho do tempo em que foi criada. As obras de arte sempre foram preciosas fontes de pesquisa, e graças, em parte, a elas, conhecemos nosso passado. Até o século XVIII, as atividades foram desenvolvidas de forma assistemática e a maioria dos artistas era autodidata e dependia basicamente de seu talento. Somente a partir do século XIX começaram a surgir, inclusive no Brasil, as primeiras academias de arte, que passaram a sistematizar e a difundir a Educação Artística.



TENDÊNCIAS

A inclusão de educação artística no ensino básico provocou mudanças na carreira. Como as creches e pré-escolas vêm deixando de ter caráter assistencial para investir na educação, o campo de trabalho do profissional tende a crescer, principalmente nas instituições particulares.

O ensino de Educação Artística nas escolas de ensino fundamental e médio, no entanto, só foi tornado obrigatório entre nós a partir de 1971. Surgiu, então, com essa obrigatoriedade, a necessidade da existência de um profissional habilitado para aliar, em sua prática pedagógica, arte e educação, ou seja, o professor de Educação Artística. Para obedecer à lei e atender à demanda surgida, foram criados os cursos superiores para a formação desse profissional, com duas modalidades: Licenciatura e Bacharelado.

Esses cursos têm dois objetivos básicos: preparar o aluno para ser um arte-educador, ou seja, um profissional da educação que atuará em escolas de ensino fundamental e médio, e proporcionar o aprimoramento de vocações artísticas, de maneira a possibilitar uma carreira própria e consciente para futuros artistas plásticos. Como professor, o profissional formado em Educação Artística vai trabalhar com a expressão artística dos alunos de escolas públicas e particulares, estimulando sua criatividade e percepção. Outro campo de trabalho são as escolas de arte, museus, oficinas culturais e secretarias estaduais ou municipais de Educação ou Cultura.

Apesar das disciplinas comuns ao curso de Artes Plásticas, como as de ateliê (desenho, pintura, escultura, gravura, modelagem, tecelagem e fotografia) e as de formação teórica (Estética, Teorias da Arte, História da Arte, Evolução das Artes Visuais, Comunicação Artística e Texto Imagem), o currículo do curso de Educação Artística alia essas matérias às disciplinas de formação complementar, como Teorias da Comunicação, Introdução às Ciências Sociais, Folclore, Cultura Brasileira, Artes Cênicas, Música, Evolução da Arte, bem como àquelas específicas da formação didático-pedagógica.

O "arte-educador" aprende, assim, Artes Plásticas visando o sistema educacional, isto é, buscando desenvolver a criatividade, o imaginário, a sensibilidade, a expressão, a interpretação e a compreensão do aluno. Ele é preparado para ensinar desenho, pintura, modelagem, escultura, gravura, tapeçaria, cerâmica tendo em vista a Educação e, enfim, a formação de um cidadão crítico e participativo.

Fonte: Guia de Profissões - UNESP (2002)

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