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Domingo :: 05 / 07 / 2009
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A violência no Rio de Janeiro, a invasão anglo-americana ao Iraque, o combate à fome e a preservação do meio-ambiente são alguns dos assuntos candidatos a tema de redação nos processos seletivos de inverno deste ano. Destaques dos jornais nacionais e internacionais, estas notícias despertam o interesse da opinião pública principalmente por suas características polêmicas e, exatamente por este motivo, têm grandes chances de chegar ao vestibular.
Apesar destas questões terem toda a pinta de que serão as grandes vedetes do vestibular de meio de ano, os candidatos a uma vaga na universidade não devem apostar todas as suas fichas nelas. O
autor do livro
"Segredos da Redação para Vestibular", Ricardo Russo, explica que muitas faculdades optam por temas
atemporais - como a influência da televisão no comportamento das pessoas ou o
estresse de quem vive nos grandes centros urbanos. "Não há uma regra
ou preceito técnico que determine a escolha do tema pelos organizadores da
avaliação", explica. Por isso, o importante é estar preparado para as
duas situações.
O coordenador e Redação do curso Anglo Vestibulares, Francisco Platão Savioli,
dá uma dica bem interessante para quem se deparar com um tema factual: a
relação entre indivíduo e a sociedade. "Este é um subtema que serve
como discussão para as notícias do dia-a-dia". Isto quer dizer que, uma
das saídas para seu texto pode estar em abordar com as pessoas (indivíduos)
reagem/estão reagindo/reagiram com relação ao fato em questão.
Ainda que estar por dentro de todos os possíveis temas de redação seja uma boa pedida
para enfrentar com mais tranqüilidade o "mostro" da Redação, o mais
importante mesmo não é decorar o noticiário, mas, sim, ter paciência e atenção para não cometer erros
básicos. Savioli conta que a maioria dos candidatos não lê com cuidado o enunciado do exercício e, por isso, não consegue
entregar o que os examinadores esperam. "Os alunos gastam pouco tempo na leitura do tema e não captam o que é pedido", afirma.
Ele explica que os textos de apoio, disponíveis na grande maioria dos exames de vestibular, devem ser encarados como subsídios para a elaboração das redações e não como uma perda de tempo.
Mas não vá exagerar. Este material dever servir apenas para referência e não
alternativa para redigir o texto. "O candidato deve usar a coletânea de textos, mas não colar as informações", conta.
Russo aponta um erro ainda mais grave. "Além de não interpretar corretamente a proposta, os candidatos não organizam seus textos. Parece que eles entram em um processo de
psicografia: abaixam a cabeça e saem
escrevendo", descreve. Os dois especialistas avisam também que engana-se quem
pensa que o principal objetivo de uma redação no vestibular é preencher as 20
ou 30 linhas solicitadas. "Não adianta ir escrevendo qualquer coisa. Os
textos precisam ser claros, concisos, objetivos e, principalmente, conter
informações, apresentar idéias", diz Russo.
Então, na hora da Redação, nada de preguiça. Leia com atenção o que está sendo pedido, organize suas idéias antes de sair escrevendo - faça um roteiro que indique por onde você vai começar, como irá desenvolver o tema e qual fecho dará para seu texto - e preste atenção na gramática e ortografia.
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