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Publicado em 30/11/2004 - 16:50
Excelentísimo senhor vice-governador
do Estado de São Paulo, querido mestre Cláudio Lembo.
Secretária Cláudia Constin, minha querida amiga.
Prezado amigo Francisco "Paco" Luzón, vice-presidente mundial do Banco Santander para a América Latina, a quem peço que transmita a meu amigo doutor Emilio Botín o meu abraço fraterno e reconhecido.
Querido doutro Gabriel Jaramillo, presidente do Santander Banespa.
Magnífica reitora, grande reitora, presidente da Andifes, querida professora Ana Lúcia Gazzola.
Magnífico reitor de reconhecida competência e probidade, responsabilidade, Dr. Carlos Henrique Brito Cruz.
Ilustríssimo senhor Andrés Pedreño, digno Conselheiro Delegado do Universia.
Ilustríssima senhora Maria Voivodic, diretora do Universia Brasil.
É uma grande honra participar de um evento como este. Nós sabemos que existem diversas experiências de comparação, e todas elas importantes, de colaboração do setor privado com a esfera pública estatal. Mas muitas dessas colaborações são promovidas através de protótipos que revelam muitas vezes uma excelência dificilmente replicável pelos órgãos públicos municipais, estaduais e federais em termos massivos, tendo em vista a peculiar situação de construção política e econômica de nosso país que se desenvolve de uma maneira bastante consistente, na minha opinião, com indas e vindas, divergências, mas para a frente, a partir da Constituição democrática de 1988.
O projeto Universia Brasil não é um protótipo. É uma intervenção, massiva, maciça no centro daquilo que é o nervo exposto do tecido sócio-cultural-educacional-econômico do nosso país que é a Universidade. Tanto a Universidade estatal como a Universidade não-estatal compõem o elemento fundamental através do qual nós podemos dar seqüência a esse processo político e sócio-econômico que tem sua referência fundante na Constituição democrática de 1988.
E por dentro desse processo, as grandes transformações que ocorreram no mundo nos últimos 40, mas mais duramente nos últimos 30 anos, indicam que não há possibilidade da construção de um projeto nacional moderno sem que se estabeleça uma relação que some cooperação, autonomia e interdependência. A cooperação e a interdependência feitas com autonomia não somente compõem uma necessidade, mas, na verdade, compõem a vertente através da qual um país democrático pode e deve se articular com o mundo.
Este projeto, o projeto Universia Brasil, significa esta integração ibero-latino-americana, que para nós do Brasil é uma articulação estratégica. Articulação estratégica que está relacionada não somente com a comunidade predominantemente de origem popular e lingüística espanhola na América Latina, cuja profusão com a história cultural e local é um elemento de vitalidade extraordinário.
E neste continente, o Brasil, o único país de fala portuguesa - que deverá ter como sua segunda língua a língua espanhola -, exerce uma liderança extremamente importante. E essa liderança, para ser efetiva, para apontar rumos de integração latino-americana, para estabelecer conexões adequadas para o mundo globalizado, sob cooperação e soberania, ela não pode ser feita sem que a Educação esteja no centro das soluções. E particularmente a Educação Superior.
Não há nenhum sentido de outra parte em qualificar a Educação Superior, em transformá-la em um elemento vital nesse projeto de Nação se a Educação não for sustentada na sua base, no Ensino Médio, no Ensino Técnico, no Ensino Fundamental. Mas para apoiar essa totalidade, é necessário que nós compreendamos que a Nação que dispuser de uma Universidade estatal de alta qualidade, de uma Universidade não-estatal de alta qualidade, estará na vanguarda desta nova relação globalizante, a relação pela Cultural, a relação pela Educação, a relação pela tolerância, a relação, portanto, que visa a construção de um destino comum democrático para a Humanidade.
Meus parabéns ao Grupo Santander, que produziu essa iniciativa com os nossos reitores, tanto das universidade públicas estatais como aquelas não-estatais, que acrescentam, portanto, nesta malha educacional, econômica, cultural e social uma agregação de valor extraordinária da comunicação informacional, da relação de alta qualidade tecnológica a partir da digitalização e que integram, portanto, Brasil, Europa e América Latina no mesmo movimento de afirmação de uma Humanidade democrática e de países auto-determinados que apontem para seu futuro com clareza, com dignidade e com democracia.
Muito obrigado.
Tarso Genro, ministro da Educação do Brasil
26 de novembro de 2004
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