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Publicado em 09/06/2005 - 9:30
A Unisanta (Universidade Santa Cecília) e o I.N.S.A (Institut National des Sciences Appliquées) de Toulouse, centro de pesquisa em microeletrônica, mantêm um convênio, há mais de dez anos, que proporciona a alunos de Engenharia Eletrônica, de Telecomunicações, de Telemática e de Computação da universidade uma oportunidade de Intercâmbio na França.
No próximo dia 19 de junho, a décima turma participante do projeto embarca com destino a Toulouse, para desenvolverem circuitos integrados (chips) no Atelier Interuniversitário de Microeletrônica do I.N.S.A. Anualmente, 14 alunos são beneficiados pelo programa e desde a sua criação mais de cem alunos já participaram do intercâmbio. "Essa é uma oportunidade única para os alunos de graduação se especializarem na fabricação de chips, pois no Brasil, há curso semelhante apenas em pós-graduação", assegura o professor responsável pelo projeto Toulouse, Djalmir Correa Mendes.
O curso, que em Toulouse dura em torno de sete a nove dias, e a hospedagem são custeados pela Unisanta, porém os alunos participantes devem arcar com os custos das passagens. "Geralmente, embarcamos do Brasil cerca de quatro dias antes do início do curso para a realização de um intercâmbio cultural. Esse projeto funciona como um upgrade para o aluno, pois além de conhecerem novos mundos, novos pesquisadores e nova língua, têm a oportunidade de trabalharem com equipamentos da mais alta qualidade", conta o professor.
Para participar, além do aluno estar cursando o terceiro ano da graduação, ele deve ter um bom desempenho acadêmico e participar de aulas teóricas, extracurriculares, durante cerca de seis meses, sobre a microeletrônica. "No Brasil o aluno aprende toda a parte teórica sobre a microeletrônica e na França ele vai poder desenvolver a parte prática do assunto", explica Mendes.
Segundo Djalmir Correa Mendes, essa iniciativa surgiu da escassez de "Salas Limpas", local onde são confeccionados os circuitos integrados, no Brasil. "Em nosso país, lamentavelmente, não existe indústrias de microeletrônica. O que pode ser encontrado são apenas laboratórios em nível de pesquisa e ensino, localizados geralmente em universidade públicas e para se ter acesso é necessário estar cursando a pós-graduação. Queríamos ainda na graduação proporcionar essa experiência a nossos alunos. Como para implantar uma `Sala Limpa´ é necessário dispor de US$ 150 milhões a US$180 milhões, valor inacessível para a universidade, decidimos partir para esse acordo, que tem dado super certo", conclui.
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