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Tecnologia de Alimentos: da produção à comercialização

O tecnólogo de alimentos aprende competências técnicas e gerenciais. Conheça como é a estrutura do curso

Publicado em 21/07/2005 - 00:01

Você já pensou em aprender todo o processo de industrialização de um alimento? Desde a seleção das matérias-primas até o transporte? Se já pensou, o curso superior de Tecnologia de Alimentos pode ser a sua grande oportunidade. O curso atende, em toda a sua extensão, disciplinas técnicas relativas a processos de industrialização de produtos de origem vegetal e animal. Apresenta também disciplinas de gestão, abrangendo questões gerenciais e humanas, direcionando o aluno a desenvolver capacidades, resultando em competência e demanda de mercado.

"O tecnólogo de alimentos atua desde a elaboração de projetos industriais, selecionando matérias-primas até o transporte e comercialização dos produtos. Pode atuar também na área de Economia Industrial, por exemplo, que é bem extensa. Na área de gestão de empresas e trabalho, gestão de fábricas e sistemas de produção em processo de transporte de alimentos, bebidas", explica o coordenador do curso superior de Tecnologia de Alimentos do Cefet-PR (Centro Federal de Educação Tecnológica do Paraná), Ariel Orlei.

O curso do Cefet tem duração de quatro anos, divididos em oito módulos. O curso conta com um total de 3.000 horas, sendo 400 delas para estágio supervisionado obrigatório e 200 para o Trabalho de Conclusão de Curso.

O primeiro módulo é fundamental e nele o aluno faz as disciplinas básicas para estruturá-lo como profissional do curso, que são Química geral, analítica e orgânica, Física, Estatística, Informática, Microbiologia e Nutrição. No segundo módulo, entra m disciplinas específicas, como Análise de Alimentos, Nutrição, Bioquímica, Microbiologia aplicada à questão dos alimentos, Química orgânica e experimental.

"No terceiro módulo, temos a gestão da qualidade na indústria de alimentos. Entram disciplinas como Higiene, Legislação, Estatística, Qualidade, Metodologia da Pesquisa, dentre outras", conta Orlei. O quarto e quinto módulos tratam da tecnologia de produtos de origem vegetal e animal, respectivamente. O estudante aprende desde a Nutrição até Processamento de Produtos, Bioquímica e Embalagens. E, finalmente, no sexto módulo, aprende-se Gestão da Produção de Alimentos. Os dois últimos semestres são reservados para a elaboração do TCC.

Mercado de trabalho

"O mercado de trabalho do tecnólogo em Alimentos é bem vasto, é uma profissão de fácil inserção", comenta o coordenador do curso. Segundo Orlei, as regiões mais promissoras para esse profissional são o Sul, principalmente sudoeste e norte do Paraná e também a região Sudeste, principalmente São Paulo. O salário de um iniciante está na faixa de oito salários mínimos.

"O curso de Tecnologia de Alimentos não é muito antigo. Se formos analisar em termos de Brasil, tanto a engenharia e a tecnologia de alimentos são cursos novos, em franca expansão, com um mercado excelente de trabalho. É uma tendência nova", aponta, otimista, Orlei.

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