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Nome:
Camila Freitas Batista
Idade: 19 anos
Profissão: Estudante
Curso: Etapa Vestibulares
Por que
escolheu a profissão?
"Desde pequena quis fazer veterinária, pois gosto muito de animais.
Sei que não conseguiria fazer medicina pois não tenho coragem de lidar com o ser humano. Acho que eu não
agüentaria perder um paciente"
O
que espera do curso?
"Espero me envolver mais com os animais e entender melhor o organismo
deles. Penso que cuidando dos animais podemos evitar doenças que atingiriam o
ser humano"
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Nome: Flávia Gaffrée Braz
Idade: 22 anos
Profissão: Estudante da UFF (Universidade Federal Fluminense)
Curso: Medicina Veterinária
Ano: 5º
Entrou na faculdade aos: 18 anos
Por que escolheu a profissão?
"Porque eu gosto muito da área médica e, principalmente,
gosto muito de animais. E eu sempre quis trabalhar em alguma coisa que eu
realmente gostasse. Eu acho que, às vezes, as pessoas fazem medicina porque querem
ganhar dinheiro ou porque gostam só de Biologia. Eu tentei unir o útil ao
agradável: gostar não só do meu paciente, mas também da biologia e da
rotina de trabalho"
O curso está correspondendo às suas expectativas?
"Sim, muito. Eu sei que o mercado de trabalho é bastante concorrido,
principalmente na área de pequenos animais, em que quero atuar. Mas acredito
que, depois de formada, as oportunidades vão aparecer"
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Nome: José Euclydes Vieira Severo
Idade: 52 anos
Profissão: Médico Veterinário (Secretário Geral do Conselho
Federal de Medicina Veterinária)
Curso: Medicina Veterinária
Ano de formação: 1976
Entrou na faculdade aos: 20 anos
Por que escolheu a profissão?
"Eu sou de uma família de produtores rurais. Me criei lidando com
animais. Na época, inclusive, fiz dois vestibulares: engenharia
mecânica e veterinária. Passei nos dois e escolhi veterinária. Foi uma
decisão natural, mais para o lado familiar".
O curso correspondeu às suas expectativas?
"Sim, estudei em uma escola excelente, a UFSM
(Universidade Federal de Santa Maria), no Rio Grande do Sul. A profissão me agradou tanto que
estou até hoje trabalhando na área"
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Quanto
espera ganhar?
"Nunca pensei nisso. Nunca pensei em estudar uma profissão pelo
dinheiro que possa vir a ganhar. Mas acho que uns R$ 2.000,00 inicialmente"
O que
você acha que vai encontrar de melhor na profissão?
"Acho que o melhor é o convívio com os animais mesmo. Eu gosto muito
de animais"
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Quanto
espera ganhar depois de formado?
"No início, não acredito que possa ganhar mais do que R$ 1.000,00. Mas,
depois de uns dez anos de profissão, espero ganhar mais de R$ 5.000,00".
O que
acha que vai encontrar de melhor na profissão?
"Bem, além da parte de pequenos animais, mais conhecida, a veterinária
é muito versátil. Você pode mexer na parte de tecnologia de alimentos, pode
tratar de grandes animais e pode atuar em pesquisa - tanto na área de alimentos
quanto na área de microbiologia. Mesmo a parte de pequenos animais já conta
com diversas áreas de especialização. Nesse ponto também é muito versátil.
Hoje em dia a veterinária já tem cardiologistas, oftalmologistas e, assim
que tiver um tempinho para fazer uma especialização, pretendo começar a
mexer com endocrinologia, onde existem poucos veterinários atuando"
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Quanto
ganha?
"Estou satisfeito com meus rendimentos, ainda mais se você considerar a média
brasileira Hoje tenho um ganho acima de R$ 6 mil"
O que
acha de melhor na profissão?
"A profissão tem duas partes nobríssimas. A primeira é que você,
em qualquer fase da cadeia pecuária, está pensando na saúde humana.
Afinal, você trata os animais para que o homem possa conviver de maneira
saudável com eles. E a segunda é a parte da alimentação: cuidar para
que os animais, que irão servir ao consumo humano, cheguem de forma
adequada ao mercado. As duas coisas, tanto saúde como alimentação, são
essenciais. Precisam ser muito bem feitas, com responsabilidade e
equilíbrio com a natureza"
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O
que você acha que vai encontrar de pior na profissão?
"Acho que é lidar com o animal quando ele está muito doente. E
perder um animal também".
Que dica você daria a estudantes interessados em estudar Medicina
Veterinária?
"Estudar muito. E se for fazer veterinária, tem que
gostar. Por exemplo, não adianta pensar em fazer veterinário por acreditar que
não consiga passar no vestibular de medicina. Tem de fazer veterinária porque
gosta dos animais, gosta do que faz. E se esforçar muito, porque é
difícil também"
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O que acha que vai encontrar de pior na profissão?
"O salário. O veterinário não é reconhecido. As pessoas não dão
tanto valor ao veterinário quanto ele deveria ter. Não só na área de
pequenos animais, como também na área de produção. As pessoas precisam
perceber que cuidamos exatamente do que as pessoas gostam - ter
um animal de companhia e também saber que, sem a
tecnologia de alimentos, sem um veterinário supervisionando os animais que vão
ser abatidos, não haveria o consumo de carne de modo adequado. Eu acho que as
pessoas não valorizam porque não sabem que a veterinária
atua nesse campo também"
Que dica você daria aos estudantes interessados
estudar Medicina Veterinária?
"Gostar de animais, estudar bastante e entrar na faculdade consciente de
que ela é difícil. Apesar do vestibular não ser tão difícil, é uma
faculdade em que o curso todo é muito difícil. E ter noção de todas as
especialidades que a veterinária pode oferecer. Já entrar na faculdade sabendo
tudo que pode usufruir dela".
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O
que acha de pior na profissão?
"A falta
de planejamento, de organização do setor do agronegócio brasileiro, que não
considera muito a presença do técnico como
repassador de tecnologia. Nós ainda não temos o reconhecimento que deveríamos
ter"
Que
dica você daria aos alunos interessados nesta profissão?
"Para que se preparem muito durante o curso porque a
competitividade que eles vão encontrar fora é muito grande. Até o fim da década de 80, tínhamos 34 escolas ensinando
veterinária no país.
Hoje são 98, soltando profissionais em grande escala. A competitividade
hoje precisa começar dentro da escola. É preciso se preparar muito bem como
médico veterinário, mas também como gestor. Como não tem emprego, mas tem
trabalho, nós vamos precisar lá fora de um profissional que seja competitivo -
do ponto de vista de tecnologia - mas que tenha uma visão muito boa de
administração, de gestão, ou seja, ele precisa ser um empresário de
serviço"
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