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12/03/2004


Universitários de Iguatu reclamam direitos em concurso para professor


Iguatu (Sucursal) ? Alunos da Faculdade de Educação, Ciências e Letras de Iguatu (Fecli), unidade de ensino da Universidade Estadual do Ceará (Uece), que concluíram o curso de Licenciatura em Letras, em janeiro de 2003, dizem ter sido prejudicados na prova de títulos do concurso público para professores da Secretaria de Educação Básica (Seduc). A Uece demorou em expedir o diploma aos concludentes. Eles fizeram o concurso para professores da Seduc, com uma certidão fornecida pela Fecli.

A prova escrita foi aplicada em outubro do ano passado e a de títulos, em novembro. O resultado do concurso foi divulgado em dezembro. "Fomos prejudicados porque a comissão não aceitou só a certidão", disse Alexandra Maria Andrade. "Depois nós recebemos o diploma e entramos com recurso para a Comissão Executiva do Concurso, mas ainda não foi julgado".

Os diplomas foram finalmente recebidos em 8 de dezembro de 2003, um dia após sair o resultado da prova de título. Na classificação geral, os candidatos perderam 10 pontos e foram prejudicados. "Isso é um absurdo porque quem elaborou o concurso foi a própria UECE, que demorou em nos entregar o diploma, um direito nosso", disse a professora Edilzerina Rodrigues Mendonça. Os professores denunciaram que outros candidatos em idêntica situação tiveram a contagem de pontos da prova de título.

Eles são do município de Cedro e foram inscritos no CREDE 17, em Icó. ´A comissão aplicou dois pesos e duas medidas´, queixou-se Margarida Rodrigues Bezerra. "Nós fazemos um apelo para que a Comissão Executiva do Concurso refaça a contagem dos pontos porque fomos prejudicados na classificação". Os professores disseram que iam ingressar com um mandato de segurança.

A coordenadora de Articulação e Gestão da Secretaria de Educação Básica do Estado (Seduc), Maria Marlene Vieira, esclareceu que a Seduc contratou os serviços da Uece para realizar o concurso público para preenchimento do cargo de magistério. "A Seduc contratou os serviços da Uece para elaborar, aplicar e corrigir as provas, de acordo com o edital", disse. "Quem poderia dar mais esclarecimentos é a própria Uece".

Marlene Vieira observa, entretanto, a título de hipótese, que os outros professores inscritos no Crede de Icó, alunos também da Fecli, aprovados no concurso, poderiam ter outros títulos que fizeram a diferença na contagem dos pontos. "A Uece trabalha de forma correta e o processo do concurso foi de forma lícita, seguindo as diretrizes do edital", disse.

Ela reconhece que a reclamação dos professores após o prazo de recurso traz dificuldades para eles. "Se havia dúvidas, eles deveriam ter recorrido em tempo hábil". Na Uece, a telefonista identificada apenas por Marta disse que os professores da Comissão Executiva de Vestibular e que cuida também das áreas de concurso estavam reunidos. Ela pediu informações sobre o que a reportagem tratava e após alguns segundos, apresentou uma explicação sucinta: ´Os professores estão ocupados em reunião e o concurso já foi homologado e não há mais nada a declarar´.

Fonte: Diário do Nordeste Online


[Diário do Nordeste Online ]




 
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