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02/04/2004


Internet impulsiona cursos a distância


O aumento do número de internautas no País e, também, do interesse das empresas pelos cursos on-line para seus funcionários - que têm custos menores que os presenciais, feitos em sala de aula - estão impulsionando o mercado de e-learning (ensino pela Internet).

De acordo com a Associação Brasileira de Ensino a Distância (Abed), a educação pela Internet movimentou R$ 560 milhões em 2003, com cerca de 240 milhões de adeptos. Isso respondeu por 20% do faturado pelo setor de ensino a distância como um todo, que fatura R$ 2,8 bilhões/ano.

O otimismo é tanto que algumas empresas esperam quadruplicar o total de alunos. A expectativa é de crescer 10% em 2004.

Outros fatores que vão ajudar o segmento de e-learning, de acordo com Frederick Litto, presidente da Abed, é a entrada, no mercado, de empresas estrangeiras que oferecem esse serviço no País. "Neste ano, instituições americanas, canadenses, inglesas e, principalmente, espanholas apostarão no mercado nacional oferecendo suas aulas para o setor corporativo e, também, para profissionais que querem se reciclar profissionalmente", diz.

Litto destaca também a ajuda do governo federal, que, através do Ministério da Educação (MEC), vem dando espaço para que se desenvolvam cursos universitários on-line. "Há um consenso de que a ferramenta eletrônica é, de fato, positiva e pode ser uma alternativa para aumentar o conhecimento dos brasileiros", avalia.

Em maio do ano passado, por exemplo, o MEC liberou o funcionamento dos cursos on-line de graduação da Faculdade On-line UVB .

A instituição - formada em 2000 por um consórcio de universidades, como Anhembi Morumbi e Unisul - começou a oferecer no começo deste ano quatro cursos universitários: Administração, marketing, Secretariado-executivo e Economia. "O custo mensal de cada curso é de, em média, R$ 500", explica Rodrigo Capelato, diretor-corporativo da UVB. Esses novos cursos de graduação on-line, procurados principalmente por profissionais que querem se atualizar, de acordo com Capelato, pode representar um crescimento de 400% no faturamento da instituição em 2004. "Desde nossa criação, oferecíamos somente cursos de extensão universitária e tínhamos uma média de 35% de crescimento anual do faturamento e número de alunos", revela.

Outra instituição que prevê crescimento com o e-learning é o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial de São Paulo (Senac-SP). Oferecendo cursos em 12 áreas de conhecimento, a instituição - que oferece EAD desde 1947 - estima fechar 2004 com cerca de cinco mil alunos atendidos pela sua ferramenta de ensino eletrônica - no ano passado, 3,1 mil alunos fizeram aulas pelo e-learning do Senac-SP.

De acordo com Rosana Martins, gerente da área de educação a distância do Senac-SP, a instituição - que também atende o mercado corporativo, produzindo cursos e-learning personalizados - prevê o lançamento de mais dez cursos neste ano. "Hoje oferecemos cursos de saúde à moda, passando por informática e gestão ambiental. Queremos oferecer mais temas, aproveitando o sucesso que o e-learning faz com os jovens, uma geração conectada na Internet", afirma.

Acatando um pedido de seus associados, a agência de empregos virtual Catho resolveu apostar nos cursos on-line e criou, em 2002, a Catho E-learning . De acordo com Rodolfo Ohl, coordenador-geral do projeto, o serviço tem como proposta ser um braço da educação continuada, ou seja, para aumentar a qualificação dos profissionais. "Nossos cursos - 24 no total - são voltados para analistas e médios gerentes de corporações, tendo como enfoque a gestão empresarial", diz.

Com uma média de 15 horas, os cursos de e-learning da Catho custam em média R$ 195 e podem ser feitos num período de até 60 dias. Segundo Ohl, a Catho estima um crescimento de 35% neste segmento este ano. "Nosso objetivo é alcançar a cifra de R$ 4 milhões com os cursos eletrônicos", enfatiza Ohl.

Trabalhando no desenvolvimento de conteúdo e, também, de ferramentas e-learning para o mercado corporativo, a CdClip estima crescer 80% este ano.

Segundo Cláudio Odre, diretor, o impulso para essa estimativa vem das negociações de contratos novos. "Estamos com projetos para o Itaú Cultural , General Eletric (GE) e, também, à Refricom que atende ao McDonald?s)", conclui Odre.

Fonte: DCI Online


[DCI Online ]




 
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