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08/06/2004


Após reunião, Unesp mantém greve


Não houve novidades na quarta rodada de negociações realizada ontem entre o Fórum das Seis - entidade que congrega os sindicatos de docentes e funcionários da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Universidade de São Paulo (USP) e Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) - e o Conselho de Reitores das Universidades Paulistas (Cruesp). Diante disso, continua a greve no câmpus da Unesp em Bauru e em vários outros.

A informação é do professor Milton Vieira do Prado Júnior, presidente da central da Associação dos Docentes e Servidores da Unesp (Adunesp). Segundo ele, o Cruesp não avançou na proposta de 0% de reajuste à categoria e ainda apresentou uma proposta salarial "muito aquém" do que se esperava. Para o próximo dia 18 está agendada mais uma reunião entre as duas entidades.

Professores e funcionários das universidades paulistas pedem 16% de reposição de salários, principal item da pauta de reivindicações da campanha salarial que começou no final de abril. Em Bauru, docentes e servidores da Unesp estão em greve desde o dia 22 de maio. No dia 20, os alunos já haviam iniciado paralisação por tempo indeterminado.

"A reunião de hoje (ontem) era, basicamente, para discutir uma nova proposta salarial por parte do Cruesp, conforme havia ficado definido na reunião anterior das duas entidades, no dia 28 de maio. Mas o Cruesp apresentou uma política salarial impossível de ser aceita. A proposta abrange um redutor de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) muito acima do que está previsto para o Estado arrecadar", diz Prado Júnior.

Na rodada de negociações anterior à de ontem, o Cruesp havia sugerido retomar as discussões sobre política salarial em novembro, alegando alto nível de comprometimento com a folha de pagamento das universidades. O Fórum das Seis negou porque tem uma visão totalmente diferente, já que a arrecadação de ICMS cresceu nos quatro primeiros meses deste ano, segundo a Adunesp.

A partir deste mês também devem começar a ser negociados os demais itens da pauta de reivindicações de docentes e funcionários, como a expansão de vagas nos câmpus e a reforma universitária. A Adunesp alega uma "perda histórica" de 49% do poder aquisitivo da categoria desde a autonomia das universidades, em1988. Já os alunos protestam por melhorias no câmpus de Bauru e do ensino público em geral.

Fonte: Jornal da Cidade Online


[Jornal da Cidade Online ]




 
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