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08/06/2004


Negociador internacional: facilidade para conciliar interesses


Wellington Gaia lembra que o profissional deve estar apto para atuar em transações internacionais
Preparado para intermediar e viabilizar transações, o negociador internacional é o profissional que vai compatibilizar os interesses envolvidos quando o acerto estiver ocorrendo entre dois ou mais países. Bens, serviços, informações, moeda, tecnologia e movimentação de capitais e de mão-de-obra são alguns dos itens que podem fazer parte das negociações. Em Belo Horizonte, por enquanto apenas a Universidade Fumec oferece o curso de negócios internacionais, que terá sua primeira turma a partir do segundo semestre.

O administrador de empresas e coordenador do curso na Fumec, Wellington Gaia, explica que o negociador é o profissional preparado para atuar em todos os tipos de transações internacionais. "O curso de negócios difere um pouco do de relações internacionais, que é mais voltado para a área diplomática e de relacionamento entre os estados", esclarece. A PUC Minas oferece o curso de relações internacionais, que tem em comum o objetivo de formar o profissional apto a conduzir processos de negociações internacionais. O UNI-BH também oferece o curso de relações internacionais.

Na Fumec, a graduação dura quatro anos. Nesse período, o aluno terá várias disciplinas sobre os aspectos culturais, éticos e ecológicos que influenciam os negócios. Wellington Gaia explica que o aluno interessado nessa área deve ser sensível aos aspectos culturais que envolvem um negócio. "As qualidades desejáveis são boa capacidade de persuasão, argumentação e negociação, além de flexibilidade", explica. "O conhecimento de uma língua estrangeira não é pré-requisito para quem se interessa pelo curso. No entanto, idiomas como o inglês e o espanhol serão fundamentais para o exercício da profissão. Normalmente, quem se interessa por esse ramo de trabalho já tem aptidão e gosto pelas línguas." Durante a graduação, os estudantes terão dois semestres de inglês e de espanhol comercial.

Inicialmente, as disciplinas são voltadas para a área de gestão de negócios. Há matérias como antropologia, comunicação intercultural, análise de texto e retórica, administração financeira e de marketing. Ao longo do curso, as disciplinas ficam mais específicas. Alguns exemplos são geografia econômica, gestão financeira internacional, prática cambial e aduaneira, direito de navegação, política externa brasileira, logística global, mercados emergentes e regionais e ecologia e comércio exterior.

O profissional pode trabalhar em multinacionais, em operações de comércio exterior, como negociador nas missões brasileiras comerciais ou em federações da indústria, em empresas de importação e exportação, e em atividades bancárias. "O mercado é promissor porque as importações e exportações fazem parte da dinâmica do País. Como o Brasil é pouco presente nas relações internacionais, o bom profissional não terá dificuldade em conseguir uma vaga", diz Wellington. O professor destaca que o mercado é exigente em relação ao perfil do negociador, que sempre atua em ambientes sofisticados. Essa característica confere um certo glamour ao trabalho. Em contrapartida, a remuneração é boa.

"As qualidades desejáveis são boa capacidade de persuasão, argumentação e negociação, além de flexibilidade"

Fonte: Estado de Minas Online


[Estado de Minas Online ]




 
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