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08/06/2004


Ufba toma medidas para coibir trote a calouros


O reitor Naomar Almeida entende que esse tipo de recepção aos estudantes é uma brincadeira de mau gosto, que inclusive gerou problemas no ano passado, quando um grupo de alunos da Faculdade de Medicina iniciou um trote que terminou em quebra-quebra na sala de aula. O caso ainda está sendo julgado pelo Conselho Universitário. Na última semana, uma turma do Instituto de Ciências da Saúde já tentou submeter os calouros à "brincadeira", mas a movimentação foi encerrada após intervenção do vice-diretor da unidade.

Para evitar novos trotes, a reitoria mobilizou um grupo de pessoas orientadas para monitorar a movimentação nas unidades onde há maior número de calouros circulando e também naquelas onde há histórico de ocorrências do gênero, como em medicina, no Pavilhão de Aulas Federal (PAF) e em alguns cursos de engenharia da Escola Politécnica.

Segundo Maerbal Marinho, pró-reitor de graduação da Ufba, um dos episódios mais sérios do ano passado pôde ser resolvido com a participação de dirigentes da universidade e, por isso, acredita que a orientação da reitoria vai funcionar. "Caso aconteça algum trote, estas pessoas vão nos contactar e nós vamos até o local, pois estamos empenhados em coibir essa prática na universidade. Há muito tempo não havia episódios sérios aqui e não queremos ter a Ufba como referência nesse assunto", declarou.

Entre as medidas adotadas para coibir a prática do trote, o pró-reitor admite a utilização de câmeras fotográficas para registrar os abusos. "A foto funciona bem para identificar os envolvidos", explicou. Os estudantes envolvidos na confusão da Faculdade de Medicina, ano passado, podem vir a ser punidos graças às fotografias tiradas por uma servidora indignada com os atos de vandalismo. A expectativa da reitoria com essa intervenção é convencer os veteranos que esse tipo de recepção pode gerar conflitos. "E queremos fazer isso sem ter que suspender ou expulsar ninguém", explica.

As aulas da Ufba começaram no dia 31 de maio e, desde então, vêm ocorrendo sem trotes considerados graves. Apenas no Instituto de Ciências da Saúde houve necessidade de intervenção de um dirigente, que conseguiu resolver a situação sem precisar lançar mão de medidas mais severas. Mas, de acordo com o pró-reitor Maerbal Marinho, esta semana ainda demanda certa cautela. Em seguida, diz ele, a tendência de trotes deve se atenuar.

Em uma de suas ações com o intuito de aproximar a universidade da comunidade, o reitor Naomar Almeida participou de um evento com pais de alunos, na primeira semana de aulas do ano letivo. Durante o encontro, chamado de Recepção Calourosa, o reitor percebeu o temor de alguns estudantes e de seus pais em relação à possibilidade de haver trotes este ano. Daí a decisão de reforçar a vigilância este ano. "Não faz sentido que as pessoas entrem na universidade com medo", justificou o pró-reitor de graduação.

Fonte: Correio da Bahia Online


[Correio da Bahia Online ]




 
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