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Nem só de diploma vive o mercado de trabalho
Ser um profissional qualificado não significa necessariamente possuir um diploma universitário. Nem é preciso passar quatro ou cinco anos no Ensino Superior para conseguir um bom emprego. Para aqueles que desejam se qualificar e buscar independência financeira em pouco tempo, uma boa alternativa são os cursos técnicos.
A educação profissional, como é definida pelo Ministério da Educação, pretende preencher, a curto prazo, as lacunas criadas no mercado de trabalho com a chegada de novas tecnologias ou com a necessidade por novos serviços. Nos últimos anos, por exemplo, a demanda por técnicos na indústria de turismo cresceu para satisfazer as exigências das empresas internacionais que se instalaram no País. Enquanto um profissional de nível superior não pode ser formado em menos de quatro anos, cursos técnicos preparam mão-de-obra qualificada em prazos menores: em média, de três a quatro semestres. No final do curso, esses profissionais podem ser absorvidos pelas áreas de saúde, agrícola, turismo, informática, eletrônica, entre outras. "Formamos os braços-direitos dos profissionais de nível superior", esclarece Maria da Penha, diretora-substituta da Escola Técnica de Saúde de Brasília (Etesb). Ponte com empresas Cobrando ou não pelo ensino, todas as instituições contam com departamentos que encaminham seus alunos para o mercado de trabalho. As escolas assumem o compromisso de fazer a ponte entre o aluno e as empresas. O Senac, por exemplo, oferece de graça o serviço Senac-Emprego, no qual o aluno é cadastrado e procurado por empresas. Em todos os cursos, o aluno só recebe o diploma depois que conclui o estágio curricular obrigatório. Nesse estágio, se o novo profissional suar a camisa e mostrar conhecimento, poderá ser efetivado. Tais departamentos se encaixam na realidade da maioria dos alunos do ensino profissional. Em sua maioria vindos das classes média ou baixa, o rápido caminho para um emprego pode ser a oportunidade para se manter e, às vezes, ajudar na renda familiar. A pressa em entrar no mercado de trabalho não significa pensar pequeno. Muitos querem alargar seus conhecimentos e, para isso, pretendem continuar seus estudos em universidades ou faculdades particulares. Valdecir Alves de Oliveira , 20 anos, sonha estudar Engenharia Mecatrônica na UnB. Formando no curso de Eletrônica na Escola Técnica de Brasília, Valdecir deixou para trás a concorrência, alunos da UnB, e conseguiu estágio graças à experiência que adquiriu na incubadoura Néper, onde desenvolvia projetos com mais três colegas. "O curso técnico dá base e visão, mas na universidade vou me aprimorar", explica. Em Brasília há boas escolas de ensino técnico Há um leque grande para quem busca formação técnica no Distrito Federal. Basta apenas que o candidato defina a área em que deseja atuar e procure as instituições que ofereçam o curso. "É importante pesquisar a qualidade da instituição", ressalta Marlon Nascimento, coordenador de Estágios do Instituto Euvaldo Lodi - IEL. A principal diferença entre as escolas que possuem graduação em nível técnico é o custo. Existem escolas financiadas pelo governo, como o Colégio Agrícola de Brasília (CAB), a Escola Técnica de Brasília (ETB) e a Escola Técnica de Saúde de Brasília (Etesb), nos quais o estudo é gratuito. Cursos pagos são oferecidos pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) e pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). Desde cursos mais tradicionais, como Enfermagem, Eletrônica e Informática, até outros desconhecidos do grande público, por exemplo, o de Agroindústria, as opções são muitas. De acordo com a assistente de Direção do Senac, Sônia Marlene, a elaboração de cursos técnicos leva em conta a carência por determinado profissional. Os alunos de Eletrotécnica da ETB, por exemplo, tiveram boas oportunidades de trabalho em 2001. Durante a crise energética, houve grande procura por alunos da Eletrotécnica. Montar uma microempresa na produção de alimentos, trabalhar no controle de qualidade de alimentos ou dar consultorias em higiene alimentar são algumas das atividades para que os técnicos em Agroindústria são preparados. O CAB, localizado em Planaltina, aposta no potencial agrícola Distrito Federal preparando profissionais para esse mercado em expansão. "Não existe desemprego, existe profissional mal qualificado", resume Ismael Vicente Ferreira, diretor da ETB. O mercado para profissionais de nível técnico segue a tendência brasileira: há vagas mas falta mão-de-obra qualificada. Marlon Nascimento , do IEL, lembra que quem quiser ser competitivo deve possuir mínimas noções de informática e língua portuguesa, além de boa redação e uma leitura. Para ele, são características fundamentais. No Senac, a elaboração de cursos técnicos leva em conta a carência por determinado profissional. Os alunos de Eletrotécnica da ETB, por exemplo, tiveram boas oportunidades de trabalho em 2001 Onde estudar Escola Técnica de Brasília (ETB) Cursos: Técnico em Eletrônica, Técnico em Eletrotécnica, Técnico em Informática e Técnico em Telecomunicações Duração: 4 semestres Vagas: 90 por curso Custo: gratuito Inscrições: previsto para outubro ou novembro Colégio Agrícola de Brasília (CAB) Cursos: Técnico em Agropecuária, Técnico em Agroindústria, Especialização em Agroindústria Duração: 3 semestres para cursos técnicos, 1 semestre para especialização Vagas: 120 para Técnico em Agropecuária, 80 para Técnico em Agroindústria, 80 para Especialização Custo: gratuito Inscrições: Especialização em Turismo 22 a 27 de julho no CAB, gratuita Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) Curso: Técnico em Nutrição Duração: Agosto 2002 a março 2004 Custo: 15 x R$ 190,00 Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) Cursos: Técnico em Segurança do Trabalho, Técnico em Eletrotécnica, Técnico em Manutenção de Máquinas e Equipamentos Custo: Técnico em Segurança do Trabalho: 20 x R$ 180,00, Técnico em Eletrotécnica: 20 x R$ 226,00, Técnico em Manutenção de Máquinas e Equipamentos: 24 x R$ 288,00 Escola Técnica de Saúde de Brasília (Etesb) Cursos: Técnico em Saúde Bucal, Auxiliar de Enfermagem, Técnico em Biodiagnóstico Duração: Técnicos, aprox. 2 anos; Auxiliar, aprox. 3 semestres Vagas: 35 para Técnico em Saúde Bucal, 35 para Técnico em Biodiagnóstico, a definir para Auxiliar de Enfermagem Custo: Gratuito Inscrições: 22 a 26 de julho (taxa a definir) Jornal de Brasília [Jornal de Brasília] |
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