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12/11/2004


Ensino superior à distância mais próximo do brasileiro


A possibilidade do ensino superior à distância deixou de ser apenas um punhado de iniciativas isoladas. Nesta semana, em entrevista concedida à imprensa, Marcos Dantas, Secretário de Educação à Distância do Ministério de Educação e Cultura, anunciou a concretização de 9 consórcios com 39 instituições públicas federais e estaduais.

A partir do ano que vem, serão oferecidas 17,6 mil vagas para cursos à distância de licenciatura em Matemática, Física, Química, Biologia e Pedagogia, em todas as regiões do país. O governo já liberou verba de R$ 14 milhões. E, para o ano que vem, a estimativa de investimento é de R$ 20 milhões.

Segundo o Secretário, o objetivo é fomentar a expansão de vagas no ensino superior, através da educação à distância. Mas o programa, em segundo plano, visa a dar conta da falta de 270 mil professores de Matemática, Física, Química e Biologia no ensino médio brasileiro - o que justifica a escolha inicial dos cursos a serem oferecidos. "Milhões de jovens brasileiros estão concluindo o nível secundário sem terem tido uma única aula de matemática ou física", comenta Dantas.

O programa ainda está em fase de construção. O III Congresso Brasileiro de Educação Superior à Distância / I Congresso Internacional de EAD, a ser realizado de 1 a 3 de dezembro no Rio de Janeiro, irá justamente discutir a questão da gestão do ensino à distância. O congresso, parceria do MEC com a Universidade Virtual Pública Brasileira (Unirede), promoverá uma troca de experiências nacionais e internacionais entre especialistas e profissionais da área, incluindo países como Alemanha, Espanha e Costa Rica.
É válido colocar que, apesar da não definição de uma política de controle de qualidade, o intuito do MEC é fazer com que os cursos à distância recebam o mesmo tipo de tratamento que o dos cursos presenciais. O Diretor de Política da Secretaria de Educação à Distância, professor Sérgio Franco, coloca que "as diretrizes curriculares dos cursos presenciais e à distância são as mesmas e que o ensino à distância não é meio fácil de se ganhar um diploma".

Finalmente, os cursos à distância possibilitam o estudo àqueles que por falta de tempo ou dificuldade de locomoção, não conseguem ter acesso à universidade. "Estes cursos favorecem a qualificação de mão-de-obra fora dos grandes centros, uma vez que o aluno não precisa sair da sua cidade para estudar", complementa Marcos Dantas.

Resta, no entanto, mais uma vez, a questão que relaciona os ensinos básico, fundamental e superior, ou seja, o brasileiro tem acesso a eles, mas não ter condição de pagá-los. De acordo com o Secretário, "só no ano que vem poderemos ver quantas das 17.600 vagas disponibilizadas foram preenchidas".

Fonte: Executivos Financeiros Online


[Executivos Financeiros Online]




 
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