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08/03/2002


Vestibular da UFMG em xeque


A Superintendência de Polícia Federal vai investigar a suspeita de fraude no vestibular da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), cuja segunda etapa de provas foi encerrada oficialmente ontem. A investigação foi solicitada pela própria universidade, diante de denúncias de que um falsário de São Paulo, usando documentos frios, teria feito as provas da primeira etapa no lugar de um dos candidatos ao curso de medicina, conquistando para ele a aprovação, com 109 dos 120 pontos distribuídos.

O ingresso na UFMG custaria ao estudante R$ 50 mil. Apesar da excelente classificação, o candidato sob suspeita não compareceu à segunda etapa de provas. O caso está sob responsabilidade do corregedor da superintendência, Egberto José de Azevedo, que depois de analisar a documentação enviada pela universidade, vai decidir se instaura inquérito. Em nota oficial divulgada ontem, o presidente da Comissão Permanente de Vestibular (Copeve), José Nagib Cotrim Árabe, garante que o fato não coloca o resultado do vestibular, que deverá ser divulgado no dia 5 de abril, sob suspeita.

Ao solicitar a apuração das denúncias ao órgão competente e tornar público o procedimento, a UFMG reafirma sua intransigência contra quaisquer tentativas que visem a prejudicar a honesta concorrência por suas vagas. Aos candidatos e à comunidade, a instituição assegura a validade e a lisura do concurso vestibular 2002.

As denúncias foram encaminhadas à Copeve após a divulgação da lista de alunos aprovados para a segunda etapa, no dia 18 de fevereiro. A aprovação do suspeito, que seria aluno sofrível de uma conceituada escola particular de ensino médio da capital, chamou a atenção de seus colegas de classe.

Segundo denúncia feita ao ESTADO DE MINAS, o jovem tentou ser aprovado na Faculdade de Medicina de Barbacena, na Zona da Mata, onde sua classificação ficou acima do número 880, e na Faculdade de Medicina da Ciências Médicas, onde fez pouco mais de 40 pontos e sua classificação ficou em torno da posição 2.600.

As primeiras investigações apontam para a atuação de uma quadrilha de São Paulo, e fontes da Polícia Federal informam que há suspeita de que outros sete concorrentes tivessem sido aprovados na primeira etapa na mesma situação, mas não teriam comparecido à segunda fase.

O coordenador da Copeve, José Guilherme Moreira, disse que a universidade não tem conhecimento de outros casos. Em Belo Horizonte, além do estudante apontado, outros seis não compareceram à segunda etapa. Investigamos cada um deles, mas não encontramos os indícios de irregularidades identificados no primeiro caso , afirma.

Fonte:Estado de Minas

Leia também: O que garante a validade do vestibular da UFMG


[Estado de Minas]




 
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