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Vestibular da Uneb transcorre em clima de tranqüilidade
Com um total de 72.985 candidatos, número recorde de inscritos, o primeiro dia do vestibular 2005 da Universidade do Estado da Bahia (Uneb) transcorreu sem grandes confusões, embora alguns retardatários tenham protagonizado cenas curiosas diante de alguns locais de prova. No Colégio Estadual Francisco da Conceição Menezes, no Cabula, dois rapazes que não quiseram se identificar nem dar declarações à imprensa chegaram três minutos após o fechamento dos portões, mesmo com a tolerância concedida pela coordenação do processo. Em vão, insistiram bastante e bateram forte nos portões, suplicando para que a entrada ainda fosse possível.
"Ainda faltam três minutos para 8h", disse um deles, esquecendo que as provas começariam às 8h, mas os portões seriam fechados às 7h50, como foi amplamente divulgado. Até que, de uma janela do colégio, um coordenador do processo seletivo fez um gesto com as mãos dizendo: "Encerrou". Assim, a dupla desistiu e foi embora, inconsolável, colaborando para o registro de um índice de abstenção equivalente a 4% no primeiro dia do processo seletivo. Outros episódios corriqueiros não deixaram de acontecer. No Colégio Central, a candidata Míriam Nascimento Lima não verificou direito os dados do cartão que informava o local onde faria a prova. Como mora nas redondezas do Central, ela deduziu que faria prova ali, quando, na verdade, seu nome constava na relação de candidatos do Colégio Rafael Serravalle, na Pituba. Faltavam apenas dois minutos para os portões fecharem e não haveria tempo para Miriam se desclocar até a Pituba. A coordenação do vestibular, portanto, consentiu que a candidata fizesse a prova no Central, já que sua inscrição havia sido confirmada. Hoje, porém, no segundo dia do vestibular, ela deverá fazer a prova no Serravalle. Já no Colégio São Lázaro, no bairro do Cabula, um candidato custou a aceitar tirar o gorro que trazia na cabeça, apesar de o manual do candidato proibir claramente o uso de qualquer acessório que cubra as orelhas. Ontem, os candidatos se submeteram às provas de português, redação, língua estrangeira, literatura e ciências exatas (história, geografia e atualidades). O jovem Saulo Antônio Alfaya Malaquias, 21 anos, que sempre estudou em colégios particulares e fez um ano de curso de pré-vestibular, dizia estar calmo e preparado para responder as questões no Colégio Francisco da Conceição de Menezes. "As matérias de hoje (ontem) são tranqüilas. Só tenho maiores dificuldades com física e química", disse ele, que tentava uma vaga no curso de direito e já cursa marketing na Faculdade Integrada da Bahia (FIB). Já Ilza Almeida, 31 anos, foi um dos 29.070 candidatos que se inscreveram no vestibular como optantes do sistema de cotas para negros - já em vigor na Uneb pelo terceiro ano consecutivo, com reserva de 40% das vagas em todos os cursos para afrodescendentes egressos da rede pública de ensino médio. Ex-estudante de escola pública, Ilza espera ser beneficiada com as cotas. "Estudei para isso, apesar de estar muito nervosa e de ter passado a noite em claro", disse ela, que prestou vestibular pela primeira vez e tentava uma vaga para direito, com segunda opção em ciências contábeis. Ao seu lado, Felinto Neto, 29 anos, também tentava uma vaga para direito, apesar de já fazer o mesmo curso na Universidade Católica do Salvador (Ucsal). "Como o ensino privado está muito caro, vou tentar uma universidade pública". Fonte: Correio da Bahia [Correio da Bahia ] |
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