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14/12/2004


Último dia do vestibular da Uneb tem baixa abstenção


O segundo dia do vestibular 2005 da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), o maior de todo o Norte e Nordeste do Brasil, com número recorde de 72.985 incritos, contou com os retardatários de sempre, que permaneceram por longos minutos implorando sem sucesso a reabertura dos portões. No Centro Múltiplo Oscar Cordeiro (Calçada), onde havia o maior número de vestibulandos em Salvador, com exatos 1.770 candidatos, foram dez atrasados que não conseguiram fazer a prova, mesmo com a concessão de cinco minutos de tolerância. Com os olhos marejados, uma das retardatárias se debruçou sobre o muro do colégio e chorou inconsolavelmente.

O episódio com os retardários já é considerado comum em vestibulares, apesar de os coordenadores do processo seletivo saírem às ruas, minutos antes do fechamento dos portões, para apressar os atrasados que estão nas proximidades. No Colégio Luiz Tarquínio, no bairro da Boa Viagem, seis candidatos também não chegaram a tempo e encontraram os portões fechados. No total, o índice de abstenção do processo seletivo da Uneb foi de 5,34%, na capital e nas cidades do interior, onde as provas também foram realizadas.

"O índice foi similar ao registrado no vestibular do ano passado, que também girou em torno de 5%", informou o pró-reitor de ensino de graduação da Uneb, Luiz Carlos dos Santos. Concluídas as provas, os candidatos deverão viver a expectativa de saber se vão ser aprovados ou não. A coordenação do vestibular informou que os resultados finais deverão ser divulgados até o dia 20 de janeiro de 2005. Para quem quiser conferir os erros e acertos nas questões, o gabarito das provas já está disponível através do site www.uneb.br.

Provas - Ontem, os candidatos se submeteram às provas de matemática, física, química e biologia _ matérias consideradas difíceis por muitos estudantes. No Centro Múltiplo Oscar Cordeiro, a jovem Adriana de Deus, 17 anos, tentava uma vaga no curso mais concorrido do vestibular da Uneb, fisioterapia, mas estava confiante em seu sucesso. "Espero tirar de letra física e matemática", disse ela, que já foi aprovada nos vestibulares das Faculdades Integradas da Bahia (FIB) e da Faculdade de Tecnologia e Ciências (FTC) e ainda espera o resultado da Universidade Católica do Salvador (Ucsal), onde também prestou para o curso de fisioterapia.

Já Rafael Ígor, 18 anos, concorria a uma vaga para comunicação social com habilitação em relações públicas e sentia um pouco de medo em relação às provas de ciências exatas. Ele contou que havia se saído bem na prova do dia anterior, que avaliou os conhecimentos dos candidatos em línguas e ciências humanas, "apesar de algumas dificuldades com o inglês", ressaltou ele, que sempre estudou em escolas particulares, fez o 3º ano do ensino médio no Colégio Sacramentinas e também aguarda a divulgação do resultado da primeira fase do vestibular da Universidade Federal da Bahia (Ufba), onde tentou uma vaga para comunicação com habilitação em produção cultural.

Enquanto isso, Cleidson Pacheco Teles, 27 anos, prestava vestibular para o curso de direito pela segunda vez. Apesar de ser afrodescendente e ex-estudante de escola pública, ele não optou pelo sistema de cotas para negros (adotado pela Uneb pelo terceiro ano consecutivo). "Já tem muita gente incluída nessas cotas e acho que fica mais até difícil passar com tanta concorrência", justificou, confiante, momentos antes de entrar na sala de prova.

Fonte: Correio da Bahia


[Correio da Bahia ]




 
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