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Pré-vestibular comunitário do 17 BPM abre inscrições
As inscrições para as 55 vagas disponíveis para este semestre no pré-vestibular do 17 BPM (Ilha do Governador) estão abertas. Para concorrer, os interessados devem ter renda familiar de até R$ 1.000 e participar de qualquer atividade social. A pré-seleção acontece até o dia 6 de março e os candidatos devem procurar o sargento Meneguel no departamento de relações públicas do batalhão. Maiores informações podem ser obtidas pelo telefone 3399-6563.
As aulas - que acontecerão de segunda a sexta-feira, das 18h às 22h30m - terão início no dia 14 de março e vão até novembro. Quem não conseguir vaga na turma do primeiro semestre, no entanto, não precisa desistir do sonho de entrar na universidade: os cadastros excedentes serão mantidos para a formação de uma nova turma a partir de agosto deste ano. Mais que um curso de preparação de alunos, o pré-vestibular comunitário do Batalhão da Ilha é uma verdadeira lição de cidadania. Com professores que trabalham gratuitamente, o projeto - uma iniciativa da Arquidiocese do Rio de Janeiro em parceria com o 17 BPM - já aprovou 50 alunos em universidades públicas e particulares ao longo de seus três anos de funcionamento. O esforço desses profissionais é recompensado com o carinho e o reconhecimento dos estudantes. Aprovada para o curso de ciências biológicas no vestibular 2005 da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Raquel Soares Casaes, de 18 anos, diz que o trabalho dos professores nada deixa a desejar. - Eles ensinam com tanta vontade e dedicação como se estivessem recebendo por isso - afirma. De acordo com a diretora-geral e coordenadora do curso, Ana Patrícia Lima de Almeida, o objetivo do projeto não é apenas oferecer aulas aos alunos, mas realizar a sua inclusão social. - Nossos alunos jamais teriam condições financeiras de arcar com o custo de um cursinho convencional. A maioria estudou em escolas públicas e não se sente capaz de entrar em uma universidade. Buscamos trabalhar também, desta forma, o lado psicológico deles. Acabamos virando meio que pais e mães deles - diz Ana Patrícia. De acordo com ela, muitos alunos desistem ao longo do ano por dificuldades em casa ou no trabalho, como comprova a freqüência do curso: dos 55 estudantes, apenas 30, em média, chegam até o fim. - Quase 100% dos estudantes têm que trabalhar para ajudar a família e às vezes acaba não sobrando tempo para o estudo. O cansaço fala mais alto - lamenta a diretora. Apesar das desistências, o número de aprovados vem crescendo a cada ano. No vestibular de 2004, apenas seis alunos conseguiram vagas em universidades públicas. Já em 2005, 12 alunos foram aprovados, num crescimento de 100%. Universidades particulares conceituadas, como a Pontifícia Universidade Católica do Rio, também ganharam alunos do pré-vestibular comunitário em suas salas de aula: no último vestibular foram quatro aprovados, contra apenas dois do vestibular do ano passado. Ana Patrícia lembra que o pré-vestibular aceita novos voluntários. A carência no momento, segundo ela, é de professores de inglês e de espanhol. Fonte: O Globo [O Globo] |
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