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26/08/2002


Ministro da Educação teme o fim do Provão no próximo Governo


Satisfeito com o balanço parcial do Enem, o ministro da Educação, Paulo Renato, disse ontem que o exame está consolidado no calendário de ensino, mas teme pelo futuro do Provão se Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vencer a eleição presidencial de outubro. O Provão avalia os alunos e instituições de ensino do terceiro grau.

Paulo Renato manifestou o receio durante entrevista na representação do ministério em São Paulo, mas não citou o nome do petista.

"Eu temo que alguns programas do ministério, como a avaliação do ensino superior, o Provão, não tenham continuidade no próximo Governo. Pelo que está expresso nos programas de alguns candidatos, que têm sua base na corporação (funcionário e professor) da universidade, que se opôs ao Provão, eu receio que isso aconteça", afirmou.

Dos quatro principais candidatos à Presidência (de um total de seis), Lula, que lidera as pesquisas, tem forte ligação com o movimento sindical da área de ensino.

Segundo o ministro, o Enem está totalmente popularizado e reúne todas as condições de substituir os vestibulares, o que só depende das faculdades e universidades. "O Enem aponta o caminho para o ensino médio. Ele deve ser interdisciplinar, contextualizado, definindo as habilidades e competências que se quer que o aluno atinja. Para o estudante, o Enem é mais importante porque dá um certificado que avalia suas habilidades e competências para entrar em uma faculdade ou conseguir um emprego", analisou o ministro.

Fonte: Diário de S. Paulo




[Diário de S. Paulo]




 
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