Ir diretamente para o conteúdo
Publicidade
Publicidade
Clipping |
Ritmo puxado para entrar no curso Vestibular
Cristina Sobreira
De segunda a sábado, a estudante Lorena Lopes, 17 anos, estuda cerca de 12 horas por dia. No horário das 13h45 às 19h15, ela assiste a aulas de Matemática, Química, Física, Língua Portuguesa, Língua Inglesa, Literatura e Redação. Pela manhã, três vezes por semana, Lorena vai ao colégio para ter aulas de História, Geografia e Biologia. Esta sacrificada rotina é vivenciada, ainda, por outros vestibulandos que, assim como Lorena, desejam cursar Ciência da Computação. Os estudantes Leonardo, Lorena e Fábio, do Motivo, vão tentar computação. Foto: Glauco Spíndola. "Nos dias que não vou ao cursinho pela manhã, concentro-me nas disciplinas não-específicas. Menos aos sábados, quando aproveito para acordar um pouco mais tarde. À noite, ao chegar em casa, reviso as matérias específicas. Estudo até à meia-noite", conta. No seu segundo Vestibular, já sabe como deve dividir o seu horário. Ela explica que no ano passado deu pouca atenção às disciplinas como Biologia e Literatura e não se saiu bem. Agora, passou a equilibrar melhor seu tempo. O aluno do 3º ano do colégio Motivo Fábio Fernandes, 17 anos, tambémmantém um ritmo intenso de estudo. "Tenho aula pela manhã durante seis dias da semana . À tarde, venho duas vezes ao colégio para ter aulas das específicas. Estudo quatro horas por dia em casa". Nos últimos cinco anos, uma média de 14 candidatos concorreram a uma vaga para a graduação em Ciência da Computação da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). O estudante Leonardo Moreira, 20 anos, que irá tentar o Vestibular pela terceira vez, lembra da disputa dos anos anteriores. "No ano retrasado (2003), a menor média para entrar foi 7,1. Já, em 2004, como eles exigiram mais da prova de Matemática, a nota caiu para 6,3". O primeiro colocado no curso de Ciência da Computação no Vestibular 2005 da UFPE atingiu a média 8,57.
O segredo para se dar bem? Segundo o coordenador pedagógico do 3º ano do Motivo, Sérgio Ribeiro, o diferencial hoje é estudar em casa. "O colégio é uma bússola. Por isso, o aluno deve assistir a aula, mas os outros turnos devem ser reservados para exercitar o que foi dado em sala".
|
|
||||||
Links patrocinados