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Faltam profissionais no mercado
Ernani Coimbra
Moacyr Martucci Júnior, 54 anos, é engenheiro-eletricista, de formação. Com mestrado e doutorado na Escola Politécnica da USP, hoje é professor titular da Escola Politécnica , na área de Sistema de Informação, no curso de engenharia de computação e também coordenador do novo curso - Tecnologia Têxtil e da Indumentária. Para ele, que é mestre na USP desde 1987, coordenar uma nova área é um desafio. ?Por incrível que pareça minha área de informação não é muito diferente. Conheço muito a indústria scomo um todo, entre elas a têxtil. Mas estou ansioso para lecionar nessa área?, revela. Quando os estudantes chegarem no quarto ano terão aula de Automação Industrial, com Martucci. ?Está sendo muito bom conhecer outras áreas como arte, criação, e aprender com outros profissionais. O curso é interdisciplinar?, conta. CORREIO - Por que a USP criou esse curso? Detectamos a falta desses profissionais no mercado. Tendo em vista que profissionais especializados são fundamentais para manter a competitividade da indústria brasileira no mercado internacional, criamos o curso. Hoje, não dá para pensar só no mercado brasileiro, temos que pensar na economia global. CORREIO - Que mercado esperam os futuros profissionais? O mercado é do tamanho da indústria têxtil, que é muito grande. Desde os profissionais que trabalham com a indumentária, até os tecidos técnicos. Não tem como se queixar, o campo de atuação é vasto. E a indústria requer muita mão-de-obra.
CORREIO - É necessário que o profissional busque uma especialização, ao terminar o curso?
Imediatamente não. A graduação dá base para que ele atue no mercado ao receber o diploma. Claro que todo profissional que deseja se especializar ou se dedicar à vida acadêmica deve se preparar. Inclusive temos poucos doutores na área.
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