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Redação no vestibular traz novos desafios
Com a obrigatoriedade da Redação nos concursos vestibulares, parece que a prova, onde elaborar adequadamente as idéias e escrever bem são pré-requisitos fundamentais, tornou-se ainda mais um bicho-de-sete-cabeças para muitos candidatos. Mas a chamada síndrome da folha em branco deve ser combatida o quanto antes. Acreditem, não é nada tão difícil assim. Basta seguir alguns caminhos que o texto aparece. E pode até valer a tão sonhada passagem para a universidade.
Sem dúvida, o primeiro passo é ler o que é pedido com calma e tentar entender o tema apresentado. Se não há um tema único, o vestibulando deve tirar daqueles propostos uma base para a sua Redação. Para ajudar a organizar as idéias, uma boa pedida é grifar os pontos que for julgando mais importantes. Na hora de elaborar o texto, vale uma dica importante: em caso de vários textos, o candidato tem de relacioná-los e não selecioná-los, o que é muito comum. Quando isso acontece, a atitude pode ser considerada como uma fuga do tema proposto. Lidos os textos e entendida a proposta, o estudante pode anotar em um papel as idéias que vai desenvolver e montar um esquema lógico, lembrando de separar em tópicos o que quer dizer na introdução e na argumentação. Ao relacionar as informações, o candidato deve tentar imprimir a sua opinião sobre o assunto, quase sempre polêmico. Vale ressaltar: a originalidade é um dado importante. Não é preciso exagerar e correr o risco de se enrolar, mas devem-se evitar frases-feitas e argumentos prontos. A capacidade crítica do aluno é um grande ponto a ser levado em conta. Leitura Escreve bem quem lê muito. Sim, esta é uma regra. A leitura de jornais e revistas é uma atividade que pode contribuir para fazer uma boa redação. A pessoa deve estar sempre à procura de novas informações para relacionar os temas e acumular bagagem. Quanto mais dados, mais argumentos o candidato terá para utilizar, o que diminuirá sua dificuldade para escrever. O vestibulando tem de ler muito para saber dialogar com as diferentes idéias. Outra coisa: ficar horas em bate-papos na Internet ou trocar e-mails freqüentemente não vai ajudar o candidato a fazer uma boa redação. Nos bate-papos virtuais, a linguagem usada é a coloquial, diferentemente do padrão culto do português, que é o que deve ser adotado na redação. Sem falar no uso de abreviações e na pontuação descuidada que é usada em e-mails e que devem ser varridas da linguagem escrita. No entanto, é bom não esquecer o seguinte: com muita freqüência, o modelo escolhido para o exame é a dissertação. Mas pode também ser a narração ou a descrição. Não esquecer a hipótese de ser exigida uma carta ou mesmo uma mensagem pelo correio eletrônico. Por isso, nunca é demais reforçar, quanto mais variado for o seu repertório de temas e formas, mais o candidato estará apto a fazer uma boa prova. Um bom texto não é feito apenas de boas idéias. Ele deve fluir no papel de forma clara, objetiva, agradável e fluente. Se o texto é simples, menor será o risco do candidato cometer erros. Um toque diz respeito aos parágrafos: eles devem conter frases curtas, ter poucas linhas e apresentar coerência entre as suas várias partes. Fonte: [Diário da Tarde ] |
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