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31/08/2005


Servidor quer plano de carreira


Funcionários públicos da área de educação promoveram, ontem, em frente ao prédio do Ministério da Educação, na Esplanada dos Ministérios, manifestação para exigir a adoção de um plano de carreira para a categoria. Os servidores, que trabalham no próprio ministério, no Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e no Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), também pedem reajuste salarial.

Os manifestantes também criticam o alto número de funcionários terceirizados (contratados por empresas prestadoras de serviço) nos órgãos que administram a política de educação do governo federal. A presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Federais do Distrito Federal ( Sindsep-DF), Marta Ferreira Alves, afirma que o número de terceirizados chega a 75% dos funcionários desses órgãos.

Isso é muito grave, porque a gente perde a história da educação no País. As pessoas vêm e depois levam embora todo o trabalho executado e, por isso, a educação não tem continuidade afirmou a sindicalista. Se a educação é um todo, e o plano de carreira é um tipo de valorização, então nós, servidores do MEC, Inep e FNDE, também queremos estar dentro dessa valorização, até porque vestimos a camisa de que a educação é prioridade para qualquer país crescer.

Haddad O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse, ontem, que já encaminhou ao Ministério do Planejamento o pedido dos servidores da área de educação por um novo plano de carreira. Haddad avalia que é preciso encontrar dinheiro para atender algumas categorias.

O ministro destacou, no entanto, que o problema não é novo. Vivemos um problema herdado, do ponto de vista de falta de pessoal, e muitas vezes de falta de uma carreira que estimule o profissional a contribuir da melhor forma para o desenvolvimento da educação, disse o ministro.

Haddad disse reconhecer a legitimidade do movimento dos servidores. É natural que se proteste assim, disse.

Segundo a funcionária aposentada do Ministério da Educação, Ana Lurdes Lima, membro da negociação do plano de carreira por parte dos trabalhadores, na primeira negociação feita com o Ministério do Planejamento ficou estabelecido prazo de 120 dias para que algo fosse feito.

Praticamente já foram mais de 60 dias. Estamos no meio da negociação, mas não vimos nada avançando, explicou.

[Jornal de Brasília ]




 
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