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Medicina na Bolívia
A ida em bom número de gaúchos para o curso de Medicina na Bolívia durou de 1995 até 1998. As pessoas que atuavam na intermediação da viagem e da matrícula nas instituições mudaram de ramo quando o negócio deixou de ser rentável. Agora, não se tem notícia de alguém que continue levando estudantes para universidades privadas daquele país.
Duas universidades eram os destinos dos gaúchos: Universidade del Valle, em Cochabamba, e a Universidade Iberoamericana, em La Paz. Em novembro de 1998, a Universidade Iberoamericana foi fechada pelo governo boliviano. O então ministro da Educação da Bolívia a classificou como "sem vocação acadêmica, apenas mercantil". A então representante das universidades no Estado, Mary Liana Glasenapp, deixou de fazer a intermediação em 1999. Ainda naquele ano, ela calculou que 150 gaúchos foram estudar na Bolívia de 1995 até o início de 1998. Segundo seu filho, Andrei Glasenapp, Mary está viajando. Ele confirma que a demanda praticamente acabou naquela época por causa da desvalorização do Real. Andrei conta que seu irmão está cursando Medicina na Bolívia e deve se formar neste ano. Ele afirmou não ter contato com o familiar. Outra representante que atuava na Região Sul, Rute Torchentaller, diz que ainda faz o trabalho em Curitiba, onde mora. Entretanto, diz que não costuma ser procurada por interessados e que não faz divulgação do seu trabalho. Ela continua convicta de que se trata de um bom negócio a ida para a Bolívia e desconhece que haja dificuldades para se fazer a validação do diploma. - Levava uma média de 80 pessoas por ano para a Bolívia naquela época - diz. Fonte: Zero Hora - Porto Alegre [Zero Hora - Porto Alegre] |
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