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Escolha de curso de férias exige cautela
Igor Veiga
Janeiro é sinônimo de recesso escolar nas instituições de ensino. Mas, enquanto muitos estudantes, professores e funcionários reservam o mês para o descanso, outros aproveitam o tempo ocioso para estudar ou adquirir novos conhecimentos nos chamados cursos de férias. Em Belo Horizonte, a oferta é variada e podem ser encontrados de cursos de especialização destinados a quem tem nível superior à aprendizagem expressa de idiomas e informática. No entanto, as pessoas devem estar atentas na hora de escolher os cursos para não embarcar em uma canoa furada. O alerta é da pesquisadora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Amyra Moyzes Sarsue, que é doutoranda em gestão e recursos humanos pela Universidade de São Paulo (USP). Segundo ela, alguns critérios importantes devem ser observados para que os cursos sejam realmente proveitosos. A pessoa deve ir até a instituição antes para conhecer a estrutura e os conteúdos dos cursos de férias. Avaliar se o curso está muito abaixo ou acima do nível profissional dela e, além disso, saber que tipo de profissional vai estar ministrando o curso, enumerou a especialista. Interessantes Na avaliação de Amyra Moyzes, apesar do curto período de duração, os cursos de férias tão comuns nesta época do ano podem ser interessantes, principalmente para aqueles que buscam aperfeiçoamento profissional. Se a pessoa souber escolhê-lo, o curso traz informações novas para a pessoa e é interessante também porque propicia a ela aumentar a rede de contatos com outros profissionais da área, afirmou. A doutoranda da USP chama a atenção ainda para os cursos de imersão, oferecidos nos cursinhos, que prometem ensinar outros idiomas em apenas um mês. É preciso avaliar com cautela esse tipo de curso, que costuma ser mais perda de tempo e de dinheiro. Aprender a falar outro idioma não é tão simples assim. Sobre os cursos de especialização em nível superior oferecidos por algumas faculdades na capital, segundo Amyra Moyzes, é fundamental que os participantes avaliem como as instituições administram o curso fora do período de férias.
Em janeiro e julho, as aulas são presenciais, mas, para ser um curso de qualidade, é preciso que, no resto do ano, as universidades ofereçam um bom acompanhamento aos alunos.
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