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Museólogo ainda busca seu espaço
Com menos de duas dezenas de profissionais formados ao ano, mas com bastante espaço no mercado de trabalho. Esse é o cenário para quem cursa museologia. No entanto, pelo fato de ser uma carreira pouco conhecida, as funções de um museólogo acabam sendo exercidas por outras profissões, como a de historiador, a de arquiteto ou, ainda, a de cientista social.
É claro que a equipe que atua em um museu deve ser multidisciplinar, mas muitas vezes o museólogo não está presente. O que ocorre muitas vezes é um desvio de função, ressalta Ivan Coelho de Sá, diretor da Escola de Museologia da UniRio. Atualmente, somente três instituições oferecem o curso de graduação no país: a Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, a Universidade Federal da Bahia e a Febave (Fundação Educacional Barriga Verde), na cidade catarinense de Orleans. Segundo o censo do Ministério da Educação, no ano de 2004, apenas dez pessoas se graduaram em museologia. Em 2003, foram 20. O curso na Febave foi criado há dois anos e, portanto, não foi computado no levantamento. Diferentemente de um historiador, que lida basicamente com acervo documental, o museólogo trabalha com objetos, explica Cecília Machado, diretora-secretária do Conselho Regional de Museologia (Corem) da 4ª Região, que inclui São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás e o Distrito Federal. O mercado de trabalho para um museólogo engloba as áreas técnica (atuação em museus, bibliotecas, arquivos e centros culturais, além de órgãos do patrimônio histórico, artístico e cultural), docente (magistério em instituições de educação básica e média) e de conservação (em empresas de prestação desse tipo de serviço). O profissional também pode fazer pesquisa (para televisão, teatro e cinema), prestar consultoria empresarial (coordenação de exposições nacionais e internacionais, organização de eventos e produção cultural) e turística (atividades relacionadas ao turismo ecológico, cultural e educativo).
(FERNANDA CALGARO)
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