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19/09/2002


Professor já pode ter computador subsidiado


Os 100 mil professores efetivos da rede estadual de ensino já podem inscrever-se para comprar seu computador subsidiado pelo governo. Do preço total do equipamento, R$ 900 serão bancados pela Secretaria Estadual da Educação e o restante poderá ser financiado em até 24 meses. O subsídio equivale a, no máximo, 50% do valor total.

O computador, que ficará na casa do professor, poderá ser comprado em qualquer loja ou fornecedor e o financiamento será feito pela Nossa Caixa. "Não é um presente, é um programa de inclusão digital", diz o secretário Gabriel Chalita. O projeto foi noticiado com exclusividade pelo Estado em maio. Os professores que participarem do processo deverão obrigatoriamente aprender a como utilizar os computadores em sala de aula. O conteúdo do curso inclui conhecimento dos comandos de informática, uso de softwares educacionais e pesquisas na internet. Os que já têm computador também poderão participar de aulas a distância se inscrevendo no site www.educacao.sp.gov.br.

Vão ficar de fora outros mais de 100 mil professores, os chamados eventuais ou substitutos. Entre eles está a professora Maria Sena, que trabalha há 22 anos na rede, mas ainda não conseguiu efetivação por concurso público. Em maio, ela duvidava que o programa da secretaria iria ser posto em prática, mas dizia que seria a primeira a se inscrever, caso isso ocorresse.

"Esses professores não têm vínculo definitivo nem salário fixo, por isso não podem entrar no financiamento", explica o secretário. Ele garante ainda que vai promover o maior número de concursos para transformá-los em efetivos.

As inscrições começaram ontem - já somam 2.436 professores - e vão até o dia 4. Depois disso, a Nossa Caixa começará a chamar os inscritos e terá prazo máximo de 120 dias para iniciar os financiamentos.

"Os professores não são preparados para usar computador. Com o equipamento em casa, será muito mais fácil", diz o professor de matemática da rede estadual Maurício Cano. Ele espera ansioso pela ajuda do governo, já que seu salário é de R$ 1.200. Cano acredita que poderá preparar aulas, provas e trabalhos com o equipamento. Hoje, ele disputa com outros 30 colegas o único computador disponível para essas atividades, na escola em que leciona.

Segundo o Censo 2000, apenas 17,4 milhões de brasileiros (cerca de 10% da população) têm o equipamento em casa.


Mais caro - Inicialmente, a secretaria previa gastar R$ 30 milhões com o programa. Ele seria executado com uma empresa que forneceria os computadores a preço de custo. A negociação não deu certo e, conseqüentemente, os equipamentos ficaram mais caros, aumentando também o valor imaginado para o subsídio.

Fonte: O Estado de S. Paulo


[O Estado de S. Paulo]




 
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