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24/10/2006


MEC quer abrir curso técnico em Minas Gerais


Glória Tupinambás

Os prédios das faculdades de Ciências Econômicas (Face) e de Engenharia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), no Centro de Belo Horizonte, poderão abrigar escolas técnicas de nível médio. O anúncio foi feito ontem, durante visita do ministro da Educação, Fernando Haddad, às obras do Projeto Câmpus 2000, que, até 2008, vai transferir para o câmpus Pampulha as unidades da instituição de ensino que ainda funcionam no Centro da capital. Outros dois prédios - das faculdades de Odontologia e Farmácia -, já desocupados pelo programa, estão em obras para receber a Advocacia-Geral da União e a Receita Federal, respectivamente.

A destinação dos antigos prédios e a possível criação de centros de ensino técnico ainda dependem de negociações do MEC com a prefeitura de BH e a Secretaria de Patrimônio da União. "Há uma perspectiva de funcionamento de escolas técnicas nas instalações antigas, em convênio com a administração municipal. Mas o Poder Judiciário também está de olho nos edifícios para ocupar novos espaços e oferecer melhores serviços aos cidadãos. Até o fim do ano, definiremos o projeto para os prédios no Centro de BH, mas a última palavra certamente é da União", disse Haddad. Atualmente, a Faculdade de Engenharia funciona na Avenida do Contorno, entre Rua Espírito Santo e Bahia, e a Face na esquina das ruas Curitiba e Tamóios.

Depois de percorrer os quase 200 mil metros quadrados das novas edificações e áreas em reforma no câmpus Pampulha, o ministro anunciou o repasse dos R$ 6 milhões necessários a conclusão do prédio da Face, previsto para ser entregue até julho de 2007. Já a liberação de verbas para o novo complexo da Faculdade de Engenharia, que deve ficar pronto no fim de 2008, obedecerá ao cronograma estabelecido com a UFMG. "A visita dos representantes do MEC e o reconhecimento deles sobre a importância do projeto vão dar mais agilidade à liberação de recursos. Dos R$ 80 milhões necessários para conclusão das obras, já garantimos R$ 50 milhões, e o restante dependerá de negociações com o governo federal e de emendas da bancada de Minas em Brasília", explicou o reitor Ronaldo Pena.

AMPLIAÇÃO

Orçado em R$ 155 milhões, o Projeto Câmpus 2000 já concluiu a transferência para a Pampulha dos prédios das faculdades de Farmácia e Odontologia, além da ampliação e reforma das estruturas da Faculdade de Educação, Departamento de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da Escola de Educação Física, Instituto de Geociências e do Departamento de Química do Instituto de Ciências Exatas (ICEx). Parte dos recursos foi garantida com a venda, à União, dos prédios que pertenciam à UFMG, no Centro de BH, e o restante foi liberado pelo governo federal.


[O Estado de Minas]




 
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