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Domingo :: 05 / 07 / 2009
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Nem tolerância salva candidatos na UFPA
Pelo segundo dia consecutivo, a coordenação do Vestibular 2003 da Universidade Federal do Pará (UFPA) permitiu que candidatos entrassem para as provas com até dez minutos de atraso. A chuva foi a justificativa para a tolerância. Mesmo assim, mais 20 vestibulandos faltaram ontem e estão eliminados. O índice de faltas nesta fase do concurso ainda é menor que o do concurso passado.
Segundo a diretora do Departamento de Apoio ao Vestibular (Daves), Célia Brito, a tolerância se deveu à chuva que caiu em Belém na manhã de ontem, mas, para dar tratamento igualitário a todos os candidatos, foi estendida para os demais de prova, inclusive no interior. O atraso foi o único problema registrado ontem. Ontem, a coordenação também providenciou reparos na organização para facilitar o acesso dos candidatos. No domingo, vestibulandos e familiares reclamaram da insegurança que facilitou a ação de ladrões e do engarrafamento provocado, em parte, pela falta de estacionamento. Um estacionamento foi improvisado no Campus Básico III, em uma área da Companhia de Transportes de Belém e do Hospital Betina Ferro. "Com isso, o fluxo ficou mais fácil e se viabilizou o acesso, evitando os problemas de domingo", comentou a diretora do Daves, que considerou o segundo dia de provas tranqüilo. Até o número de faltosos diminuiu. Enquanto o domingo registrou 273 ausências, ontem foram 20. Em percentuais, o número passou de 1,94% para 2,08% e, ainda assim ficou abaixo dos dados verificados no vestibular passado, quando as faltas eliminaram 2.06 % no primeiro dia e 2.51% no segundo. Hoje, o exame continua para 13.776 candidatos. Eles farão provas de Biologia e Química. Os portões serão fechados às 8 horas e o concurso terá cinco horas de duração, encerrando a segunda etapa. A coordenação mantém a previsão de divulgação do resultado até o dia 17 de março. Candidatos abordados ao deixarem as salas do exame foram unânimes na avaliação da prova: a de Física estava boa, mas a cobrança de teoria foi frustrante. Segundo os vestibulandos, apenas uma das cinco questões exigia cálculos e fórmulas. As demais cobravam interpretação. A diretora do Daves, Célia Brito, revelou que todas as questões da prova de Física se referiam a uma viagem com percurso de Alter-do-Chão (Santarém) a Belém. A candidata ao curso de Engenharia Alimentar, Diana Brígido Abdon, de 17 anos, considerou a prova trabalhosa. "80% eram teoria. Para mim, a teoria é mais fácil". Foi a mais complexa da prova, que tinha ainda Literatura e Língua Estrangeira. A candidata ao curso de Pedagogia, Roberta Maia, de 20 anos, encontrou mais dificuldades em responder às questões sem o auxílio das fórmulas. "A prova de Física tava trabalhosa. Acho melhor cálculo" comentou ela que, ainda assim, considerou o nível da prova melhor que o de concursos anteriores. Disputando uma vaga para Direito, José de Oliveira, de 20 anos, acredita que a dificuldade da prova estava em adaptar o conceito lógico às respostas subjetivas. A dificuldade não foi encontrada nas outras disciplinas avaliadas ontem e que traziam, disse, textos simples e objetivos. Um candidato foi flagrado colando no vestibular da UFPA e acabou eliminado do concurso. Em tempos de cola eletrônica, o candidato usou o velho método da cola anotada em papel escondido nos bolsos. O caso foi revelado ontem pela coordenação, mas aconteceu no domingo, durante as provas de História e Geografia. O estudante fazia prova no Colégio Pedro Amazonas Pedroso. A coordenação manteve o sigilo sobre o nome do candidato detido pela Polícia Federal. Ele foi apanhado colando dentro do banheiro, enquanto consultava inúmeras apostilas que carregava nos bolsos da calça comprida. A cola foi descoberta por uma fiscal e, segundo a pro-reitora de Ensino e Graduação, Selma Leite, o vestibulando chegou a se irritar com a desconfiança dos fiscais, mas não resistiu à ação da PF. A pro-reitora disse ter ficado surpresa com a quantidade de apostilas guardadas pelo candidato, que teria por volta de 40 anos. A diretora do Daves, Célia Brito, disse que a situação não exigirá mudanças na fiscalização garantida por cerca de 1,7 mil fiscais de sala, itinerantes e de banheiro, além de pessoal de apoio. "A infração não se deveu à falta de fiscalização. A segurança demonstrou que está muito bem atenta porque chegou a tempo de detectar o problema", frisou. Célia explicou ainda que o público externo autorizado a entrar no campus da UFPA se restringe aos pacientes atendidos no Hospital Betina Ferro, "por se tratar de caso especial, de saúde pública". "Mas há vigilância na área", reforça. Quanto à punição do candidato que colou, ela disse se limitar à eliminação do concurso. Fonte: [O Liberal - Belém] |
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