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07/04/2003


UFMG descarta cotas para negros


Mérito. Esse é o primeiro argumento de defesa quando se trata de criticar a reserva de cotas para negros em universidades públicas. O tema é recorrente em debates sobre a inclusão dos negros no ensino superior após a criação de cotas para negros em universidades estaduais do Rio de Janeiro.

Em Minas Gerais, inicialmente, as universidades do Estado se posicionam a favor. Mas a opinião não é a mesma por parte das instituições federais. Depois de realizar um estudo sobre o acesso de negros e pardos à instituição, a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) chegou a conclusão de que a criação de cotas não resolveria o problema de inclusão dos negros na universidade.

De acordo com o coordenador geral do vestibular da UFMG e membro da comissão que elaborou o estudo, Antônio Emílio Araújo, a criação do sistema de cotas beneficiaria apenas os negros oriundos de escolas particulares que possuem chances de acesso ao ensino iguais aos brancos, que também vêm do setor privado. Segundo Araújo, o estudo começou em agosto de 2002 e foi finalizado em fevereiro deste ano. "Analisamos dados étnicos e socioeconômicos dos calouros. Pela primeira vez, incluímos no questionário do vestibulando a pergunta sobre raça", afirmou. O resultado da pesquisa, segundo Araújo, mostrou que 74,3% dos calouros da UFMG se declaram brancos e 23,4%, negros. Também foi apontado que 37,7% dos alunos são egressos de escolas públicas e 62,1%, de escolas privadas.

Fonte: O Tempo


[O Tempo]




 
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