Ir diretamente para o conteúdo
Publicidade
Publicidade
Brasil :: Página inicial >
Sábado :: 04 / 07 / 2009
SERVIÇOS ::
Clipping |
A expansão do ensino à distância (2)
(...) continuação
As tecnologias de comunicação aplicadas à educação estão transformando o ambiente escolar e criando novas formas de aprendizagem. A educação à distância busca romper o conceito de separação física entre aluno e professor e aproximar pela integração virtual, mediada pela internet, pela videoconferência ou por sistemas interativos de televisão. A tendência é de interatividade crescente com aplicação de recursos multimídia em áudio, vídeo, simulações e realidade virtual. O desafio é implantar uma estrutura tecnológica coerente com a estratégia metodológica e o público alvo. Um dos recursos mais sofisticados na área de e-learning, o Sistema de Gestão do Aprendizado (LMS, do inglês Learning Management System) é uma ferramenta de gerenciamento assíncrono cuja demanda vem crescendo no Brasil. A grande procura, observada principalmente no segmento corporativo e acadêmico, levou a IBM a ampliar o seu leque de produtos para e-learning este ano. "O crescimento deste mercado passa pela necessidade das empresas de reciclar pessoal e reduzir custos", diz o gerente técnico Lotus Brasil da IBM, Maurício Consulo. As novas soluções de e-learning trazidas este ano para o Brasil pela Lotus Software, da IBM, foram o Lotus Learning Management System e o Lotus Virtual Classroom, soluções mais integradas e colaborativas que o já conhecido Learning Space. As soluções Lotus se integram com qualquer produto de gerenciamento de ensino do mercado. Através da mudança no desenho da ferramenta, é possível oferecer soluções que rodem em plataformas Windows e Unix e, em breve, rodarão também em Linux. A perspectiva de crescimento da EAD, também apontada pelo secretário de Educação a Distância, João Carlos Teatini, do Ministério da Educação se deve à posição prioritária do assunto na pauta do ministro Cristovam Buarque. Segundo dados do MEC, atualmente, existem 20 instituições credenciadas para graduação e 14 para pós-graduação latu-sensu. O número de cursos autorizados pelo MEC para graduação é de 28 e para pós, de 24. "Existem 140 solicitações de credenciamento para ensino superior sendo analisadas", afirma. O ministério regulamenta apenas os cursos a distância de nível superior ou de pós-graduação, que necessitam de um parecer do Conselho Nacional de Educação e da homologação do ministro para funcionar. Os cursos de nível médio, fundamental e supletivos têm que passar pelo crivo dos conselhos estaduais de educação. Já cursos de línguas e pré-vestibulares não precisam de autorização do poder público e sua continuidade depende da sua aceitação pelo mercado. O Plano Nacional de Educação de 2001 estabelece metas de equipar até 2011 todas as escolas de nível médio e todas de nível fundamental com mais de 100 alunos com computadores e conexão à internet em banda larga e que 30% dos jovens de 18 a 24 anos tenham acesso ao ensino superior, contra o percentual de apenas 8%. Além disso, até 2007 todos os professores deverão possuir curso superior completo. No Brasil existe um déficit de 250 mil professores de ciências e matemática, por isso a ênfase do uso do ensino a distância na formação de professores de ensino fundamental. A verba estabelecida no PPA para EAD referente ao período entre 2003 e 2007 é de R$ 5 bilhões, de acordo com o secretário que detalha que este orçamento será usado para os programas de universalização a fim de que até 2007 as 190 mil escolas municipais e estaduais estejam informatizadas, conectadas e com acesso a TV Escola. Entre os projetos desenvolvidos pelo MEC figuram o Programa de Formação de Professores em Exercício (Proformação), ProInfo, Rádio Escola, Programa de Apoio à Pesquisa em Educação a Distância (PAPED). A Faculdade de Administração e Ciências Contábeis da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), por meio do Laboratório de Pesquisa em Tecnologias da Informação e da Comunicação (LATEC) oferece cursos de extensão à distância sobre o próprio ensino à distância, ensinando a metodologia empregada e como tirar o melhor proveito deste novo processo de aprendizado e abordando novos recursos tecnológicos, como vídeo e tele conferências. Cada curso dura aproximadamente um mês e os alunos recebem certificados de conclusão emitidos pela Sub-Reitoria de Extensão da UFRJ. "Há quatro anos desenvolvemos cursos para empresas e a partir do segundo semestre começaremos a disponibilizar cursos para o público", afirma a coordenadora do laboratório, Cristina Haguenauer. O Consórcio Centro de Educação Superior a Distância - Consórcio CEDERJ - foi criado com o objetivo de expandir o Ensino Superior gratuito e de qualidade pelo Estado, com Cursos de Graduação, Extensão e Especialização. Através de parcerias com as Universidades Públicas sediadas no Estado do Rio de Janeiro - UENF, UERJ, UFF, UFRJ, UFRRJ, UNIRIO - e as Prefeituras Municipais, o consórcio realiza suas atividades curriculares, presenciais ou à distância. "Desde 2001 formamos 10 mil alunos, sendo 2,2 mil de graduação, 4,5 mil no pré-vestibular social e 3,3 mil em cursos de extensão", afirma o diretor do consórcio, Carlos Eduardo Bielshowsky. O Instituto Universidade Virtual Brasileira (IUVB), formado por 10 instituições privadas de ensino irá iniciar no início do ano que vem quatro cursos de nível superior para habilitar bacharéis em Administração, Economia, Marketing e Secretariado Executivo Bilingue. "A carga horária será 80% à distância e 20% tradicional", afirma o diretor executivo do IUVB, Renê Birocchi. O primeiro vestibular para selecionar os candidatos às 2,4 mil vagas oferecidas será realizado em novembro. O instituto já realiza 15 cursos de extensão, que já formaram 10 mil alunos. O Instituto Monitor e o Instituto Universal Brasileiro fazem parte da história do ensino à distância no Brasil. Os dois estabelecimentos de ensino esbarram no problema da exclusão digital. No Brasil existem 6,35 micros para cada 100 habitantes. A cada 100 brasileiros, apenas 7,27 são internautas. O público alvo destes institutos - trabalhadores que recebem até seis salários mínimos - não possui computadores nem acesso a internet. Por isso, o método predominantemente usado ainda é o material impresso. Fundado em 1941, o lnstituto Universal Brasileiro já formou mais de quatro milhões de pessoas no ensino profissionalizante. A oferta de cursos profissionalizantes foi ampliada para cursos oficiais supletivos de ensino fundamental e médio. O Universal utiliza o correio e agora conta com o apoio da internet para as aulas. "O curso virtual existe mas apenas 5% dos alunos são matriculados nesta modalidade", diz o presidente do Instituto Universal, Luiz Fernando Naso. O Instituto Monitor foi fundado em 1939. Fonte: Gazeta Mercantil [Gazeta Mercantil] |
|
||||||
Links patrocinados