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Domingo :: 05 / 07 / 2009
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Filtro Solar na Unisinos
O espetáculo multimídia de dança contemporânea Filtro Solar será apresentado no próximo Sempre às Terças, dia 31/5, às 18 horas, com entrada franca, no Anfiteatro Padre Werner da Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos, av. Unisinos, 950, São Leopoldo.
Filtro Solar remete ao homem do século XXI e seus novos desafios: nem tanto sol, mas muita luz e uma abundância de imagens e possibilidades. Dirigido por Joca Vergo "Filtro Solar" foi indicado ao Prêmio Açoriano de Dança 2003 para: Melhor Coreógrafo, Melhor Bailarina, Melhor Figurino e Melhor Produção. O espetáculo foi apresentado no Condança: Congresso Nacional e Dança 2003, Projeto Dançar da Prefeitura Municipal De Porto Alegre 2003 e 2004, projeto Elétrica Cena, do Centro Cultural Ceee Erico Veríssimo 2003, Projeto Arte no Solar 2004, da Assembléia Legislativa do RS, XVl Dançando - Cidade De Novo Hamburgo 2004, Festival Interamericano de São Borja 2004, III Misiones Danza, realizado na Argentina em 2004 e no 3º Festival de Dança de Bagé no último mês de abril. Multimídia, o espetáculo reúne imagens em vídeo, dança, poesia e música. A trilha sonora é bem brasileira, formada por músicas de Caetano, Jorge Mautner, Zeca Baleiro, Chico Sciense e Tom Zé, além de poemas de Fernando Pessoa. As coreografias são contemporâneas, baseadas principalmente na técnica e nos princípios de Martha Graham e em outras experiências corporais como: capoeira, contact improvisation, acrobacia aérea em tecido, dança moderna e contemporânea. Filtro Solar é divido em duas partes: A primeira parte se chama Filtro e conta a relação entre duas pessoas que estão confinadas, dentro do seu mundo, dentro do seu apartamento, dentro da sua própria relação, mas conectadas pelo mundo globalizado: antenas parabólicas, TV a cabo; internet; teleentrega.... protegidos do ambiente externo. Usando a relação como um filtro, filtrando o que tem de bom de cada um e se protegendo de toda paranóia, violência, poluição, miséria, deste mundo tão moderno. Desta forma o filtro age metaforicamente neste casal, que vive dentro de uma relação com proteção máxima e em excesso, quase uma redoma de vidro e com medo, do que aconteça a fora das suas paredes. Por fim sugam e filtram o que cada um tem melhor, até esgotar a última gota, pois depois a única coisa que sobra? É o vazio, e a necessidade de procurar algo novo, alguém com uma energia renovadora, num novo ciclo de clausura. A segunda parte poderia chamar Solar. Fala de pessoas que vivem a vida em excesso: que não tem medo de pegar sol, de sair à noite sozinho, de se relacionar com mais de uma pessoa, de viver a poesia, as artes e a vida ao ar livre. De viver com abundância em tudo e de se expor ao máximo, de experimentar cada vez mais algo novo e inédito, sem medo de ser feliz. Muito menos de ser contaminado pelas desgraças cotidianas deste mundo tão moderno. Apenas criando anticorpos cada vez mais fortes e uma imunidade mais resistente. Somente com mais coragem de não desistir da vida perante as dificuldades expostas pelo dia a dia e continuar vivendo, sentido experimentando, ou até tomando sol em excesso. Ficha Técnica: Direção Artística e coreografias: Joca Vergo Elenco de Bailarinos: Aline Karpinski Mariano Neto Dayse Sampaio Joana Cambeses Joca Vergo Marilice Bastos Convidado Especial: Jairo Klein (ator) Convidado Especial: Zé Fogliati (músico) Figurinista: Duda Cambeses Texto: Daniela Cunha Coordenação Gráfica: Pablo Cuello Designer: Everson Nazare Trilha Adaptada e iluminação: Eduardo Kraemer Fonte: Unisinos |
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