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Profissionalização e Gestão de Pessoas

Cada vez mais, cresce a importância de melhorar a administração dos recursos humanos, seja em empresas grandes ou pequenas

Publicado em 28/09/2005 - 11:00

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Por Sheila Madrid Saad*

Vamos começar a falar de recursos humanos fazendo uma diferenciação de termos e atitudes, provenientes de uma mudança de cultura em muitas organizações.

Estamos acostumados a designar a área que administra a força de trabalho, identificando-a como Recursos Humanos. O que são recursos? São os ativos que movimentam a máquina administrativa. Recursos são manipuláveis e podem ser ajustados conforme a necessidade do administrador.

Não podemos negar que os talentos nas empresas são grandes ativos e que fazem parte do capital intelectual da mesma. Porém, não são manipuláveis. Só há engajamento e produtividade por parte do funcionário se ele se dispuser a agir em prol da empresa. Assim, toda as atividades voltadas ao empregado, foram aglutinadas em uma área denominada "gestão de pessoas", formada por ações integradas que permitam resultados decorrentes do trabalho, oferecendo ao empregado uma contrapartida que valha seu esforço e dedicação.

As questões que permeiam gestão de pessoas fascinam e são extremamente importantes. O fascínio reside no fato de que envolve as pessoas no trabalho e é importante porque os recursos humanos são a própria organização. As pessoas tomam decisões, fixam objetivos e planejam, produzem e vendem os produtos. O interessante é perceber como a forma de administrar as pessoas faz a diferença, se todas as decisões correlatas correspondem às perspectivas organizacionais permitindo atingir seus objetivos.

Acredita-se que o que distingue a maioria das empresas bem sucedidas é a maneira de como administram seu capital humanos. O talento para obter e sustentar vantagens competitivas está nas pessoas que formam a força de trabalho e por isso é necessário saber como selecionar e desenvolver futuros líderes, como redesenhar a empresa para melhor atender aos clientes, como recompensar o bom desempenho, como liderar uma mão-de-obra globalmente diversificada, como controlar os custos dos encargos trabalhistas ao mesmo tempo em que se mantém o tratamento justo aos empregados. Sendo assim, os maiores desafios sempre envolvem a administração das pessoas nas empresas.

A busca pelas respostas está na análise das condições e das pessoas envolvidas, assim sendo, deve-se entender o que considerar em uma análise desse tipo, de maneira a permitir a tomada de decisões eficazes. O retorno potencial das decisões sobre a força de trabalho pode igualar ou superar os retornos de decisões tomadas sobre outros recursos da empresa.

Para um bom diagnóstico em gestão de pessoas é necessário:

  • Um levantamento das condições organizacionais, tanto internas como externas, que são enfrentadas;
  • Planejar e determinar os objetivos na área de gestão de pessoas em consonância com os objetivos organizacionais e todo o planejamento estratégico corporativo;
  • Escolher as ações apropriadas para alcançar os objetivos desejados;
  • Avaliar os resultados constantemente. Não há como medir a eficácia das ações, sem que haja uma avaliação de desempenho.

    As atividades em gestão de pessoas são: recrutamento; seleção; planejamento e administração de carreira em conjunto com o empregado; treinamento e desenvolvimento do capital humano; remuneração, envolvendo salários e benefícios; avaliação de desempenho.

    Muitas empresas familiares, diante de sua falta de profissionalização, assumem sua ação em gestão de pessoas de forma amadora. Não se pode considerar ações que privilegiem aqueles que não têm competência para assumir ou se manter em cargos, pelo simples fato de estar respaldado pelo direito sucessório.

    Os objetivos fundamentais a serem perseguidos e alcançados devem ser o da eficiência, permitindo que as ferramentas disponíveis em gestão de pessoas sejam realizadas da maneira correta; eficácia, que se alcance os resultados esperados; efetividade, permitir a excelência nas ações reiteradamente e, equidade, garantindo direitos iguais.

    É preciso entender que um talento perdido pode ser um ganho para a concorrência, ou pode assumir a posição de concorrente, fazendo com que sua organização perca uma fatia de mercado importante. Competência não tem uma relação direta com o direito de herança. Alocar o perfil adequado ao cargo e as funções que serão desempenhadas garante o desempenho do papel que se espera e faz com que a empresa seja vista com credibilidade, principalmente por seus empregados.

    * Sheila Madrid Saad é Professora da Universidade Mackenzie

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