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MIT » Engenharia Oceânica » Desenho de Sistemas Oceânicos I, Primavera 2003 » Projetos

13.017  Desenho de Sistemas Oceânicos I, Primavera 2003



 
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Projetos

Desafio 13.017/13.018


Veja a seguir as Declarações de Desafio dadas para a turma 13.017/018. Este é um documento fundamental para a turma: os alunos o recebem no primeiro dia do 13.017, e define qual o tópico e escopo de sua empreitada neste ano.

Tópico de 2003: Geração de Energia das Ondas

Os oceanos têm papel fundamental no controle do clima da Terra. Infelizmente, as ações humanas têm afetado muito a temperatura global, principalmente pela emissão de gases estufa com a combustão alastrada de combustíveis fósseis para energia. Esta atividade está sobrecarregando os sistemas de controle natural da Terra (como os oceanos), potencialmente resultando em divisões climáticas dramáticas. Além de controlar o clima, os oceanos têm o potencial de ajudar a reduzir os efeitos nocivos da ação humana. Uma maneira importante é como fonte de energia limpa. Há diversas estratégias para capturar a energia dos oceanos, incluindo turbinas ativadas por fluxos de maré, conversão de energia térmica e energia das ondas. A energia de ondas, o tópico do desafio 13.017/018 deste ano, é criada em escalas de curto prazo por ventos atmosféricos, que, por sua vez, são ativados por radiação solar -- energia solar à parte, a energia das ondas é uma abordagem muito direta para obter energia renovável. Há diversos tipos e formatos de dispositivos de conversão de energia de ondas para escolher, e alguns que ainda não foram inventados! A energia hidráulica em condições normais no mar costeiro pode alcançar dezenas de kilowatts por metro quadrado: uma tecnologia eficiente para captar a energia das ondas poderia facimente gerar um megawatt para cada quilômetro equipado.

Objetivos Específicos do Desafio:

  1. Determinar a energia disponível na ação da onda do Rio Charles, incluindo dependência do vento.
  2. Desenhar e construir um dispositivo para converter a energia das ondas em energia elétrica.
  3. Medir a saída de energia e eficiência de seu conversor de energia de ondas.

Áreas da Engenharia Oceânica que o Desafio Envolve:

  1. Oceanografia Física
  2. Problemas Energéticos Mundiais e Regionais
  3. Ondas Oceânicas
  4. Dinâmica de Sistemas
  5. Desenho Estrutural
  6. Sensores e Aquisição de Dados
  7. Desenho em nível de Sistema
  8. Fabricação e Integração Mecânica e Elétrica

Resultado: Trabalho em Andamento!



Tópico de 2002: Barco SWATH

  1. Construir e demonstrar um barco modelo SWATH* a controle remoto em funcionamento, atendendo as seguintes áreas da engenharia:
    • Desenho Estrutural para Resistência
    • Reação em Ondas
    • Composto Estático
    • Eletrônica e Sistemas de Energia
    • Impermeabilização
    • Propulsão
    • Controle de Navegação

  2. Desenvolver e demonstrar métodos para medir e corrigir instabilidade no pitch da embarcação a velocidades mais altas.
  3. Tanto para as etapas 1) e 2), quantificar a performance do modelo na rejeição de perturbações
    de ondas.

*SWATH: Small Waterplane-Area Twin Hull

Resultado: O barco SWATH desenvolvido por esta turma recebeu o nome de Pipe Dream.



Tópico de 2001: Recuperação de Objeto com um ROV

Desenhar e construir um veículo operado remotamente que possa:
  1. Recuperar um "jack"* do fundo da Piscina dos Alunos.
  2. Colocar 3 jacks no fundo da Piscina dos Alunos e amontoá-los em um suporte de base.

Obs.: O veículo deve atravessar um túnel no fundo da piscina para atingir estas metas. O túnel será uma armação de cano de PVC de 9 polegadas de comprimento com uma seção cruzada de 3 polegadas quadradas.

* Jacks são definidos abaixo.

Resultado: O ROV desenvolvido por esta turma recebeu o nome de Tetrágonos.






Tópico de 2000: Busca e Mapeamento de Objeto com um AUV


Use Autolycus (com seus novos empuxos e sistema sonar) para executar uma busca sistemática na piscina, para localizar um ou mais objetos diferentes que serão colocados no fundo da piscina e/ou suspensos na coluna d´água. Os objetos serão partes de canos de PCV com 12 polegadas de diâmetro.

Variações: 

  1. Conduzir uma busca que tenha mais eficiência em energia. Como você pode miminizar o número de Joules necessários para fazer uma busca completa no tanque?
  2. Conduzir a busca mais rápida. Como você maximiza a velocidade do veículo mantendo autoridade de controle suficiente para fazer uma boa busca, sem lacunas?

Resultado: Esta turma desenvolveu um novo AUV -- Delphini -- para vencer seu desafio de desenho.



Tópico de 1999: Direção de AUV

Sua meta para o curso 13.018 (Desenho de Sistemas Oceânicos II) é fazer com que o Autolycus* execute o seguinte:
  1. Circunavegar a piscina em, no máximo, 4 minutos enquanto:
    • Mantém uma profundidade constante de 2 m.
    • Mantém uma distância constante de 1 m das paredes da piscina.
    • Anota os seguintes dados numa taxa de amostragem de, pelo menos, 2 Hz:
      • Velocidade em metros/segundo.
      • Rumo em graus relativos a alguma direção fixa (sua opção).
      • Profundidade em metros.
      • Distância das paredes em metros.
      • Consumo de energia em watts.

  2. No início da missão, jogaremos uma moeda para determinar se o veículo se moverá em sentido anti-horário ou horário ao redor da piscina.
  3. O veículo deve iniciar e terminar sua missão no mesmo lugar.
  4. Você deve criar uma maneira de medir independentemente a trajetória do veículo durante a missão. Você vai comparar este dado com a trajetória do veículo calculada a partir do dado transmitido pelo veículo para avaliar o sucesso da missão no cumprimento do desafio.

*Autolycus é o AUV desenvolvido pela turma de 1997.



Tópico de 1998: Navegação com Cálculo de Posição com um AUV

  1. Desenvolver e integrar os sensores necessários para dar ao AUV Autolycus* a capacidade de navegar usando cálculo de posição.
  2. Em especial, desenhar e construir um sensor de velocidade para o veículo que possa medir velocidades baixas (< 0,5 m/s).
  3. Programe o Autolycus para viajar ao longo de uma trajetória triangular na Piscina dos Alunos usando cálculo de posição.
  4. Fazer com que o Autolycus execute esta missão e avalie sua performance.


*Autolycus é o AUV desenvolvido pela turma do ano passado.



Tópico de 1997: Desenho de AUV

Desenhar um pequeno veículo submarino autônomo (AUV) com as seguintes características:
  1. O veículo deve ter 1 metro de comprimento e 15 cm de diâmetro.
  2. Deve pesar cerca de 20 kg.
  3. Deve ser modular e facilmente reconfigurado para diversas missões.
  4. Deve ser capaz de movimento ativado em:
    • Tempestade
    • Elevação
    • Guinada
    • Arremesso

  5. Deve ser movido a bateria e usar motores elétricos.
  6. Deve ter um computador de bordo que proporcione capacidade autônoma ao veículo.
  7. Deve ter controle de feedback da velocidade de empuxo.
  8. Deve ter sensores para arremesso, taxa de guinada (giro), posição de guinada (uma bússola), profundidade (pressão), e velocidade de empuxo.
  9. Deve ser testado numa missão simples na Piscina dos Alunos e sua performance deve ser avaliada.


Resultado: Esta turma desenhou e construiu o AUV Autolycus que foi usado no 13.017/018 em 1998 e 1999.




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