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O Universia preparou um manual de intercâmbio com todas as providências que devem ser tomadas antes do intercambista arrumar as malas e seguir viagem. Agora, se você sempre quis viajar para o exterior, mas não tinha idéia de quais os programas se encaixam no seu perfil, conheça também as opções disponíveis para quem quer investir num intercâmbio.
Além de partir para o exterior com a ajuda da sua universidade - por meio de convênios estabelecidos por ela com instituições estrangeiras - há oportunidades para quem quer aperfeiçoar seus conhecimentos em outro idioma, viajar e conhecer opções culturais de outros países, concluir o Ensino Médio no exterior, exercer uma atividade remunerada nas férias escolares, entre outras. (Confira as opções ao lado)
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Cuide do seu dinheiro |
A Diretora de Operações da Belta (Brazilian Educational & Language Travel Association), Maura de Araújo Leão, defende que o melhor é sair do Brasil com tudo pronto e com os custos da viagem organizados para evitar que o dinheiro acabe antes da hora. "É preciso calcular os gastos e reservar uma quantia mínima em dinheiro exigida pelas leis de cada país para entrar em seu território", afirma. Segundo ela, embora as regras variem de acordo com cada país, a melhor opção para o intercambista é levar na bagagem cartões bancários que permitam saques da conta corrente no exterior. Aí, o viajante tem duas alternativas: ou mantém uma conta num banco nacional que tenha filiais em outros países, onde é possível sacar o dinheiro em Real e trocar pela moeda local, ou ter um cartão internacional, que possibilite o saque direto na moeda local. "Estas são as duas formas mais seguras de armazenar dinheiro fora do país. No caso de um cartão internacional, porém, deve-se ficar atento se há cobrança de taxas excedentes para utilização no exterior", afirma Maura. Outra maneira segura e menos convencional de sair do país com dinheiro em mãos é optar pelo cheque viagem. Com ele, o intercambista sai do país de origem com um cheque nominal preenchido e pode retirar a quantia em questão no exterior. "É mais uma maneira de levar o dinheiro com segurança, já que não é permitido sair do país com valores altos", explica Maura. Quem vai estudar fora por mais de um ano, tem a possibilidade de abrir uma conta no país onde irá residir. Embora cada nação tenha uma regra diferente, em geral, basta apresentar o passaporte e um comprovante de residência para abrir a conta. Maura ressalta, porém, que cada banco tem sua política. "É importante observar as condições de cada um e lembrar que, quando retornar ao Brasil, deve-se avaliar com o banco como ficará a questão da conta corrente aberta por lá", lembra. Se você não se planejar direito e o dinheiro acabar, sua família pode providenciar mais, porém, os custos para o envio são altos. "É burocrático transportar dinheiro e deve ser evitado, por isso ter a quantia determinada para as despesas é uma forma de evitar imprevistos", alerta Maura. |
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| Providencie todos os documentos | |
O primeiro passo é verificar no consulado do país que se pretende estudar quais documentos são exigidos para dar entrada no visto. Segundo a assessora de Relações Internacionais da UCS (Universidade Caxias do Sul) e presidente do Fórum das Assessorias de Assuntos Internacionais das Universidades Brasileiras, Luciane Stallivieri, não há uma lista de documentos que se aplique a todos os consulados. "As exigências variam de país para país, mas o atestado de antecedentes criminais e uma carta convite que informe que o estudante foi aceito numa universidade estrangeira são mais comuns". Para obter o atestado de antecedentes criminais o estudante deve procurar a Secretaria de Segurança Pública de seu estado. Em alguns casos, como em São Paulo, há um serviço on-line para a emissão da certidão negativa de antecedentes criminais no seguinte endereço eletrônico: http://www2.ssp.sp.gov.br/atestado/. Quando o visto e o passaporte estiverem em suas mãos, será necessário providenciar uma apólice do seguro saúde para levar consigo na viagem. Em geral, todos os programas de intercâmbio indicam opções de seguro saúde para o intercambista. (Saiba mais no item: Previna-se com um seguro saúde). Quem quiser obter descontos em museus, teatros e outras opções culturais pode fazer uma carteira de estudante que tenha validade internacional nas agências de viagens ou universidades aqui do Brasil. "Essa é uma opção boa para estudantes conhecerem as atrações internacionais sem precisar gastar muito", explica Luciane. Importante: não é preciso usar outro documento no exterior, o que vale é o passaporte. Portanto, carregue-o consigo para onde quer que vá. Em caso de perda ou roubo de documentos, não se desespere. A primeira coisa a fazer é dirigir-se à Embaixada do Brasil no país. Eles estão lá para ajudar os brasileiros no exterior. |
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| Vacine-se antes de sair do Brasil | |
Fique atento às exigências, muitos países pedem vacinação obrigatória contra determinadas doenças. A relação de vacinas deve ser verificada junto ao consulado do país estrangeiro, no Brasil, ou na própria agência de intercâmbio responsável por seu programa de estudo no exterior. "A imunização mais comum para cidadãos vindo dos países como Brasil, Colômbia, Venezuela, China e Equador é a febre amarela, mas não é regra geral", diz Luciane. A assessora alerta que a vacina é uma obrigação de quem vai embarcar. "A responsabilidade de se vacinar é da pessoa, ela deverá antecipar a imunização exigida de acordo com sua data da viagem e também pelo tempo que leva para fazer efeito no organismo". Em geral, recomenda-se tomar a vacina 10 dias antes da data de embarque. |
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| Previna-se com um seguro saúde | |
Na opinião de Luciane, ter um plano de saúde fechado antes de viajar é o mais indicado. O seguro saúde é obrigatório para alguns programas, não para todos. "É fundamental ter um seguro saúde para qualquer contra tempo. Ele é um facilitador, pois evitará gastos da universidade ou do lugar responsável onde o estudante está hospedado", explica. Luciane aconselha a verificar o orçamento de pelo menos três planos de saúde antes de fazer sua opção. "Inúmeras operadoras internacionais oferecem seguro. É preciso atentar quais tipos de serviços são cobertos como, por exemplo, atendimento hospitalar", diz. Se o aluno possuir um plano de saúde internacional, ele deve verificar com a operadora se há cobertura no exterior para o país que escolheu estudar. "O estudante precisa averiguar com antecedência se existe flexibilidade no plano, se há extensão territorial ou se o plano é limitado a regiões como América do Sul, América do Norte ou se é mundial". Luciane explica que geralmente há taxas cobradas para este serviço e as opções disponíveis no mercado devem ser analisadas de acordo com a necessidade da pessoa. Caso não haja opção no plano de saúde, o estudante deverá arcar com as despesas se houver um imprevisto no exterior. "Haverá atendimento, mas os custos que são altos serão pagos pela pessoa", alerta ela. |
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| Seja objetivo com agentes da imigração | |
Quando desembarcar no aeroporto do país onde realizará o intercâmbio, é importante ter atenção com o que falará para o agente de imigração (responsável por verificar documentação e passaporte). "Se o agente abordar a pessoa, ela deve dizer a verdade e não tentar enganar a imigração. Eles são treinados e sabem quando as informações são duvidosas", diz a diretora de Operações da Belta, Maura de Araújo Leão. Segundo Maura, as perguntas são básicas e tem caráter informativo. "As questões giram em torno de onde a pessoa vai ficar hospedada, quais eram as atividades no país de origem e qual objetivo da viagem. O mais importante na hora da abordagem é não mudar o foco da conversa com comentários paralelos. Deve-se ter respostas exatas e objetivas", diz. Ela acrescenta ainda que problemas com o idioma são comuns na hora da abordagem, porém toda imigração possui um tradutor para auxiliar os viajantes. Portanto, o estudante não deve se preocupar demais com isso. "O tradutor ajudará o estudante a entender as questões que merecem precisão e respostas sem rodeios", explica. |
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| Posso trabalhar no exterior? | |
Estudar e trabalhar devem ser decididos antes de fechar o programa de intercâmbio. Na opinião da Assessora de Relações Internacionais da Universidade Caxias do Sul, Luciane Stallivieri, se o aluno vai para estudar ele não poderá trabalhar devido ao visto ser de estudante. "A pessoa precisa ter certeza que vai para fins acadêmicos e que o visto é direcionado para estas atividades com prazo determinado. Se decidir trabalhar será ilegal e não incentivamos, o risco de ser deportado é alto", alerta. Se o estudante tem a intenção de exercer alguma função no país além de estudar, ele pode optar pelo estágio remunerado. "As leis internacionais são bastante claras. Há oportunidades para estágios no exterior e informações específicas para cada categoria. Quando a pessoa é estudante ou profissional os vistos são diferentes", explica Luciane. Quem escolher estudar e trabalhar deve verificar junto à legislação do país quanto tempo é destinado a atividades profissionais. "A carga horária já é reduzida para estágios remunerados. Há informações específicas que variam de acordo com a carreira do aluno e programação acadêmica da instituição de ensino que estiver". Se o estudante se interessar em trabalhar depois que já estiver no exterior, as atividades são facilitadas pela própria instituição de ensino que incentiva o aluno a exercer alguma função dentro do campus. "A pessoa estará coberta pela orientação do estabelecimento e deverá conversar com o departamento de relações internacionais com quem coordenou o programa de intercâmbio", explica Luciane. O estágio, inclusive, é uma atividade profissional estimulada por Luciane. "É bacana para o aluno. Com o estágio ele terá integração acadêmica e social. A interação com outras pessoas facilitará a compreensão do idioma." |
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Como escolher a moradia? |
As escolas de idiomas ou instituições de Ensino Superior possuem um departamento especializado para cuidar da acomodação do estudante durante o período de estadia, além da agência de viagem que faz a intermediação. "O estudante conhece os hábitos do país e passa a ser integrado às normas da casa, isso ajuda no aperfeiçoamento do idioma". Na opinião de Fernanda, optar pelas casas de família é uma das melhores escolhas, pois os estudantes têm um quarto e mantêm sua privacidade. Segundo Fabiana, o aluno que optar pelo campus universitário terá mais contato com jovens de diversas nacionalidades. Em geral, os quartos são simples, possuem escrivaninha e armários para duas pessoas. As refeições são feitas na cafeteira da universidade. "As residências estudantis são opções bem populares entre os jovens. São pequenos prédios ou casas sem muita elaboração, chamam atenção pela liberdade e independência que oferecem. Neste tipo de acomodação o estudante poderá escolher entre quartos e banheiros privativos ou coletivos", explica. Se a pessoa busca algo mais acessível, simples e tem um perfil descontraído, pode escolher o albergue. "Os quartos são compartilhados com outros estudantes e os banheiros são coletivos. Geralmente não são oferecidas refeições", diz Fabiana. Agora, se o estudante quer se sentir em casa, a melhor escolha é o apartamento estudantil que está de acordo com pessoas flexíveis, independentes e contam com muita privacidade. "O aluno poderá ficar num apartamento ou estúdio, sozinho, ou dividir um imóvel que possui vários quartos com outras pessoas. A acomodação geralmente vem mobiliada e com utensílios básicos de cozinha, além de contar com lavanderia, Internet e salão de jogos". De acordo com a assessora Luciane, para quem for permanecer no exterior por um longo tempo, há opção de alugar um imóvel, mas é um processo burocrático e difícil. "É complicado porque cada país tem uma legislação diferente para o procedimento. Na Itália, por exemplo, é necessário ter fiador. Eles exigem pagamento antecipado de pelo menos seis meses, além de documentos de permanência. Com tanta burocracia, muitos escolhem outras opções." Fabiana acrescenta que as opções de moradia são escolhidas de acordo com o perfil do estudante. "Primeiro é preciso decidir a cidade onde o intercambista fará o curso. Depois, verificamos qual tipo de moradia está disponível no local e a partir disso chegamos num ponto comum. Essa análise é fechada no ato da matrícula e varia apenas para o programa Au Pair (trabalho remunerado de babá), que exige entrevista prévia e documentação diferenciada", explica. |
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| Quero conhecer os países vizinhos, como funciona? | |
O trânsito entre países vizinhos enquanto você está no exterior é possível, mas quem pretende viajar para explorá-los precisa ter isso em mente antes de sair do Brasil. Os países da União Européia, por exemplo, permitem essa possibilidade desde que o estudante esteja com o passaporte em mãos. "Não é necessário outro visto. O estudante terá sua permissão de entrada carimbada no passaporte que conterá o período máximo de permanência no outro. Hoje, a permissão é de até três meses. O aluno estará na condição de turista e não poderá estudar e trabalhar. A mesma regra vale para países do Mercosul (Mercado Comum do Sul-americano)", explica Luciane. Se você está no Canadá, mas quer visitar os Estados Unidos, deve ter em mente que visitará outro país como turista. E, neste caso, precisa de um visto de entrada. "Serão necessários dois vistos para transitar entre esses países. Portanto, sair do Brasil com o processo resolvido é mais simples do que tentar o novo visto de onde você estiver", diz Luciane. Consultar o consulado das regiões que deseja visitar com antecedência é importante para se certificar quais são as leis que procedem para visitar cada um deles. |
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