Publicidade

Publicidade

Rede Universia

Universia.br

Brasil :: Página inicial >

Quinta-feira :: 29 / 07 / 2010

SERVIÇOS ::

Mobilidade   intercambio       Revalidação de diplomas  

Caminho tortuoso

Revalidar um diploma de graduação é um processo demorado e difícil. Antes de embarcar rumo ao exterior, avalie se vale a pena enfrentá-lo depois de formado

Atualizado em 24/09/2003 - 14:23

A+ | A- | |

Depois de concluir seus estudos no exterior será o momento de voltar para casa e revalidar seu diploma no País para que você possa trabalhar ou continuar sua carreira acadêmica.

E apesar deste ser um problema que você só enfrentará depois de formado, ou seja, algo que só vai ocorrer daqui a, no mínimo, quatro anos, é preciso pensar neste detalhe antes mesmo de se inscrever em uma instituição no exterior. A questão é que a revalidação de um diploma de graduação é algo bastante demorado e sem garantias. Ou seja, você corre o risco de terminar o curso e não conseguir que ele seja reconhecido aqui no Brasil.

Para revalidar um diploma é preciso entrar em contato com o Departamento de Relações Internacionais de uma instituição de ensino superior reconhecida pelo Ministério da Educação, que ofereça um curso semelhante ao que você cursou lá fora. Serão exigidos documentos que detalhem o que foi estudado, como a grade e o currículo com a descrição do programa. A papelada será analisada por uma comissão que irá avaliar se as disciplinas cursadas podem ser consideradas equivalentes ou não. É possível que para a revalidação seja exigido que você curse algumas disciplinas para completar sua formação ou faça uma prova para confirmar seus conhecimentos.

Fique ligado: Revalidar um diploma de pós-graduação é bem menos complicado. Afinal, a pós é bastante específica e geralmente rende uma tese ou monografia muito mais fácil de ser avaliada.

Parece simples, mas na maioria das vezes não é. E são vários os motivos: primeiro esta comissão não irá se dedicar exclusivamente a avaliação; são professores que irão somar esta função às suas tarefas rotineiras. Todas as disciplinas cursadas deverão ser analisadas detalhadamente e isso leva bastante tempo. Some a isto as diferenças regionais entre os países que acabam influenciando o curso. A comissão só poderá revalidar o diploma se considerar que o aluno tem a mesma (ou melhor) formação dos alunos por ela diplomados. E não há um prazo definido para que eles cheguem a uma conclusão...

A qualidade da universidade e o quanto o país em questão está avançado na área estudada também contam na avaliação. "Houve uma época em que estudantes fugiam do concorrido vestibular para medicina, iam estudar na Bolívia e tentavam a revalidação do diploma no Brasil", comenta Arsênio Canísio Becker, Chefe da Divisão de Assuntos Internacionais do Departamento de Política de Ensino Superior da Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação. "A medicina brasileira está muito mais desenvolvida do que a Boliviana, o que torna impossível revalidar um diploma nestas condições".

É preciso um rigor na revalidação porque, no Brasil, o diploma, salvo em alguns casos, concede a habilitação profissional. Ou seja, não é apenas uma questão de decidir se o aluno em questão poderá continuar seus estudos, mas se ele poderá atuar profissionalmente. Associações de classe, como de Medicina, Advocacia, etc exigem um exame específico para que o formado possa trabalhar nas respectivas áreas, mas muitas outras não.

"Eu pensaria 100 vezes antes de decidir fazer graduação no exterior", afirma Louis Roberto Westphal, do Escritório de Assuntos Internacionais da Universidade Federal de Santa Catarina. Ele aconselha que o interessado peça o programa detalhado do curso para a instituição estrangeira e os compare aos dos cursos nacionais. Converse com o coordenador da faculdade brasileira cujo programa se assemelhe mais sobre as possibilidades futuras de revalidação, sobre a qualidade da universidade pretendida e se há algum precedente de revalidação.

Para algumas carreiras não há o que pensar, como Direito, por exemplo. As leis e o sistema judiciário são próprios de cada país e é impossível aplicar o que foi aprendido no exterior aqui no Brasil. Se a especialidade que você pretende seguir também possui características regionais muito fortes, prefira deixar para fazer a pós lá fora.

Compartilhe

  • Digg
  • del.icio.us
  • Google
  • Link Loko
  • Live
  • Technorati
  • Ueba
  • YahooMyWeb
  • Facebook
  • LinkedIn
  • Meneame
  • StumbleUpon
  • TwitThis
  • Do Melhor

Encontre Notícias de seu interesse


Universia Indica


Outros links de Mobilidade -

Publicidade

Hoje no Universia

.                                                                                                                                                         &nbs p;