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Revalidação de diplomas
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Para revalidar um diploma é preciso entrar em contato com o Departamento de Relações Internacionais de uma instituição de ensino superior reconhecida pelo Ministério da Educação, que ofereça um curso semelhante ao que você cursou lá fora. Serão exigidos documentos que detalhem o que foi estudado, como a grade e o currículo com a descrição do programa. A papelada será analisada por uma comissão que irá avaliar se as disciplinas cursadas podem ser consideradas equivalentes ou não. É possível que para a revalidação seja exigido que você curse algumas disciplinas para completar sua formação ou faça uma prova para confirmar seus conhecimentos.
| Fique ligado: Revalidar um diploma de pós-graduação é bem menos complicado. Afinal, a pós é bastante específica e geralmente rende uma tese ou monografia muito mais fácil de ser avaliada. | ||
Parece simples, mas na maioria das vezes
não é. E são vários os motivos: primeiro esta comissão não irá se
dedicar exclusivamente a avaliação; são professores que irão somar
esta função às suas tarefas rotineiras. Todas as disciplinas cursadas
deverão ser analisadas detalhadamente e isso leva bastante tempo. Some a
isto as diferenças regionais entre os países que acabam influenciando o
curso. A
comissão só poderá revalidar o diploma se considerar que o aluno tem a
mesma (ou melhor) formação dos alunos por ela diplomados. E não há um
prazo definido para que eles cheguem a uma conclusão...
A qualidade da universidade e o quanto o país em questão está
avançado na área estudada também contam na avaliação. "Houve uma
época em que estudantes fugiam do concorrido vestibular para medicina,
iam estudar na Bolívia e tentavam a revalidação do diploma no
Brasil", comenta Arsênio Canísio Becker, Chefe da Divisão de
Assuntos Internacionais do Departamento de Política de Ensino Superior da
Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação. "A
medicina brasileira está muito mais desenvolvida do que a Boliviana, o
que torna impossível revalidar um diploma nestas condições".
É preciso um rigor na
revalidação porque, no
Brasil, o diploma, salvo em alguns casos, concede a habilitação
profissional. Ou seja, não é apenas uma questão de decidir se o aluno
em questão poderá continuar seus estudos, mas se ele poderá atuar
profissionalmente. Associações de classe, como de Medicina, Advocacia,
etc exigem um exame específico para que o formado possa trabalhar nas
respectivas áreas, mas muitas outras não.
"Eu pensaria 100 vezes antes de decidir fazer graduação no
exterior", afirma Louis Roberto Westphal, do Escritório de Assuntos
Internacionais da Universidade Federal de Santa Catarina. Ele aconselha
que o interessado peça o programa detalhado do curso para a instituição
estrangeira e os compare aos dos cursos nacionais. Converse com o
coordenador da faculdade brasileira cujo programa se assemelhe mais sobre
as possibilidades futuras de revalidação, sobre a qualidade da
universidade pretendida e se há algum precedente de revalidação.
Para algumas carreiras não há o que pensar, como Direito, por exemplo.
As leis e o sistema judiciário são próprios de cada país e é
impossível aplicar o que foi aprendido no exterior aqui no Brasil. Se a
especialidade que você pretende seguir também possui características
regionais muito fortes, prefira deixar para fazer a pós lá fora.
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