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14/07/2004


Universidades corporativas avançam no país


A educação corporativa no Brasil está saindo de vez do papel e se transformando em uma importante arma para empresas que querem se tornar mais competitivas. E foi pensando em traçar um retrato do cenário atual no país que a professora da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP), Marisa Eboli, lançou o livro "Educação Corporativa no Brasil - Mitos e Verdades".

"Há cinco anos, quando participei da coletânea "Universidades Corporativas", confesso que tive muita dificuldade em achar casos concretos", lembra. Na época, a obra não conseguiu retratar mais do que seis exemplos. Hoje, o número de empresas com projetos de educação corporativa chega a aproximadamente 100. Desse total, o livro conta a experiência de 21 companhias, das quais 12 são brasileiras. Entre elas estão Sadia, ABN Amro Real, BankBoston, Carrefour, Sabesp, Embratel, Siemens, Alcatel e Natura.

"Tive uma boa surpresa durante o levantamento, por perceber um enorme avanço da temática nas organizações e como ela ganhou espaço, tanto na esfera pública quanto na privada", diz Marisa. "Espero agora contribuir ainda mais para o crescimento desse tipo de inciativa no país". A autora, especialista no assunto, tomou como base pesquisa de campo realizada entre maio de 2002 e dezembro de 2003.

Outro ponto destacado é a forma como a educação corporativa ajuda na geração de competências nas empresas que buscam um diferencial no mercado. No livro, Marisa aponta seus benefícios em comparação a prática de treinamento tradicional. "Enquanto os centros de capacitação criam programas a partir de necessidades individuais, as universidade corporativas dão ênfase nos negócios", observa. Ou seja, elas permitem que o profissional desenvolva competências de sustentação para as principais estratégias das companhias.

No Brasil, a professora da USP atenta para bons projetos de sucesso, levados para as matrizes em outros países. "É o caso do BankBoston. Sua escola corporativa foi toda delineada aqui e serviu de exemplo para o banco nos Estados Unidos", afirma. Já o ABN Amro, embora tenha sua academia alinhada com as diretrizes da empresa em Amsterdã, o projeto foi criado em São Paulo.

De uma forma em geral, Marisa acredita que seu livro seja muito mais um ponto de partida do que um trabalho final. "Quero ainda desmistificar algumas teorias de que os investimentos em programas de educação corporativas são altos", defende.

Fonte: Valor Econômico


[Valor Econômico ]




 
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