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30/11/2004


Não tem mistério: o negócio é se comunicar


O despertador toca cedo. Logo, os alunos começam a circular pelo campus em direção às salas de aula. É hora de habituar os ouvidos ao sotaque americano. E mergulhar a fundo no sonhado projeto de aperfeiçoar o idioma.

Em geral, o primeiro dia é dedicado aos testes, escrito e oral. O que o aluno precisa ter em mente é que essas avaliações servem apenas para determinar o estágio em que ele vai começar. "Precisamos colocá-lo no nível certo. Não é nenhum Toefl, não damos graduação", explica o diretor da unidade de Nashville da ELS Language Centers, Jeff Hutcheson.

O teste oral, por exemplo, não passa de uma conversa entre duas pessoas que acabaram de se conhecer. Avalia-se pronúncia, fluência, gramática e a construção das frases. Já o escrito inclui uma redação: vale o conteúdo, a organização, a gramática, o vocabulário e a pontuação. O maior problema talvez seja cumprir a tarefa no tempo preestabelecido.

O método de ensino não muda muito quando comparado ao das escolas de inglês no Brasil. Para o aluno, a grande diferença está em vivenciar o idioma a cada instante de sua estada. E, claro, no fato de o professor ser nativo.

Há, ainda, a tão esperada oportunidade de conhecer novas culturas e de fazer muitos amigos, vindos de vários cantos do planeta. A comunicação entre alunos de diferentes nacionalidades ajuda na compreensão de sotaques e no aprimoramento da pronúncia.

Se encontrar um colega do mesmo país, o estudante deve se esforçar para falar inglês com ele. "Tentei estudar em Los Angeles, mas os professores falavam em japonês comigo e eu nunca largava o dicionário", conta, indignado, o japonês Toshihiko Mizoguchi, de 22 anos. "E se um americano não entender o que você fala, escreva ou soletre", aconselha a professora Audrey Cirmak.

NOVO DESTINO
Fundada em 1961, a ELS tem tradição no ensino de inglês a estrangeiros. E, desde junho de 2003, acrescentou um destino na rota dos intercambistas: Nashville, a capital do Estado de Tennessee. A instituição firmou parceria com a Belmont University, o que proporciona aos estudantes a oportunidade de morar no campus da universidade, ter contato com os alunos da faculdade e usufruir da infra-estrutura do complexo.

Há outras vantagens. Nashville tem também atrações de cidade grande. E o melhor: os custos do curso podem ser bem menores se comparados a outros centros. "O inglês não está só no livro. As pessoas têm de ter atividade social para se enturmarem com os outros alunos e até com os americanos que estudam na universidade", argumenta Hutcheson.

Fonte: O Estado de S.Paulo


[O Estado de S.Paulo ]




 
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