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Terça-feira :: 16 / 03 / 2010
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ProUni democratiza ensino superior
Folhapress
O ProUni (Programa Universidade para Todos) aumentou, neste ano, em quase 50 mil o número de alunos negros nas universidades brasileiras. Antes do programa, as instituições públicas e particulares tinham em seus cursos 25% de alunos afrodescendentes, o que correspondia a um total de 875 mil estudantes negros num universo de 3,5 milhões de alunos. Segundo o MEC, a partir deste semestre, houve um acréscimo de 5% no número de estudantes negros. Segundo a assessoria de imprensa do ministério, hoje são 921.695 estudantes negros em cursos superiores. O ProUni ofereceu 46.695 bolsas de estudo para o sistema de cotas, o equivalente a 41,54% das 112.416 vagas disponibilizadas (cerca de 107 mil fora preenchidas) pelo programa. De acordo com o censo de 2000 do IBGE, mais de 46,5% da população brasileira é formada por negros e pardos. Segundo o diretor de Avaliação da Educação Básica, do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Carlos Henrique Araújo, existe um problema de fluxo educacional no Brasil. "De cada 10 alunos que entram no ensino fundamental, seis terminam. Três terminam o ensino médio, e somente 11% desses 10 alunos entram na universidade. Agora, este fenômeno de exclusão educacional atinge de maneira muito mais forte o aluno negro. A peneira é fechada para todos e muito mais fechada e seletiva para os alunos negros", revela o diretor. O Brasil figura entre as nações da América Latina com uma das mais baixas taxas de acesso ao ensino superior. Hoje, só 9% dos jovens de 18 a 24 anos estão na faculdade. No Chile, o índice é de 27%, na Argentina, de 39%, no Canadá, de 62%, e nos Estados Unidos, de 80%. Fonte: A Tarde [A Tarde ] |
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