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08/11/2005


Quem não fez o Enade terá de se justificar


Rafael Castanheira

O Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) ocorreu em 1.950 locais em 824 municípios de todos os estados, com a previsão de 347 mil participantes. Nesta segunda edição foram avaliados cursos das áreas de arquitetura e urbanismo, biologia, ciências sociais, computação, engenharia ? dividida em oito grupos, filosofia, física, geografia, história, letras, matemática, pedagogia e química.

De acordo com o coordenador-geral do Enade, Amir Limana, a amostragem representa 59,2% dos 546 mil inscritos. No Distrito Federal, participaram 8.235 universitários, 4.119 ingressantes ? dos primeiros semestres desses cursos e 4.116 concluintes ? na etapa final da graduação.

As provas foram compostas de questões objetivas e discursivas, sendo que 10 de formação geral (comuns a todas as áreas) e 30 específicas. A estudante Ana Helena Ozaki, do 2º semestre de Ciências da Computação da Universidade de Brasília (UnB), se sentiu prejudicada com a avaliação. Se estivesse no fim do meu curso estaria mais preparada e faria uma prova melhor, avalia.

Segundo Limana, quem estava convocado e não compareceu para a avaliação terá que justificar a ausência ao Ministério da Educação (MEC). O documento precisa ser reconhecido em cartório e será encaminhado a uma comissão, que avaliará cada caso, explica.

São aceitas como justificativas apenas causas involuntárias, que não dependem do universitário como atestado médico e boletim policial de ocorrência. O Enade é um complemento curricular da graduação. Sem ele, o aluno não completa o curso e fica sem certificado, afirma.

[Correio Braziliense ]




 
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