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Quarta-feira :: 17 / 03 / 2010
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Exame da OAB-SP tem pior índice de aprovação
O último resultado do exame da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional de São Paulo (OAB-SP), revela o pior índice de aprovação da história no Estado. Tiveram êxito na prova que autoriza o exercício da advogacia apenas 19% dos formandos das mais de 200 faculdades de direito de São Paulo. O exame foi realizado em abril por 14.221 bacharéis. A partir dos resultados, a OAB divulgou um ranking das instituições.
Para o presidente da OAB-SP, Carlos Miguel Aidar, o grande número de faculdades com má qualidade de ensino é a razão do baixo índice de aprovação. "Ninguém pode dizer que o motivo é o exame ser muito difícil, já que há escolas que têm cerca de 90% de alunos aprovados." Segundo Aidar, os resultados de São Paulo são inferiores à média nacional de 50% de aprovação. Mesmo assim, o Estado tem 200 mil advogados, quase a metade do total no Brasil. A prova da OAB não é a mesma em todo o País, mas, de acordo com Aidar, formandos do Espírito Santo realizaram um exame igual ao de São Paulo e a aprovação foi de 37%. As posições nos rankings divulgados pela entidade ao longo dos anos não são muito diferentes. A Faculdade de Direito do Largo São Francisco, da Universidade de São Paulo (USP), é sempre a primeira colocada, normalmente com mais de 90% de aprovação. Mas, no exame de abril, o índice da USP foi de 87,25%. Instituições como a Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP) e o Mackenzie também registram os melhores resultados. "Os escritórios de direito procuram os alunos das faculdades que estão no topo do ranking", disse o diretor da Faculdade de Direito do Mackenzie, Ademar Pereira. Piores - Entre os piores colocados no exame, com 20,74% de aprovados, está a Universidade de Guarulhos (UnG). Segundo o pró-reitor acadêmico da instituição, Karl Albert Diniz de Souza, a UnG tem feito importantes investimentos no curso de Direito, que também recebeu notas E nos últimos exames de cursos superiores do Ministério da Educação, o Provão. "Certamente, não estaremos entre os últimos colocados em 2003", garante. Para ele, as dificuldades da faculdade vêm também do nível dos alunos que ingressam no curso. "Além da formação superior, temos que nos preocupar com a formação humanística do estudante", diz Souza. Procuradas pela reportagem do Estado, as assessorias da Universidade de Mogi das Cruzes e da Universidade do Oeste Paulista não quiseram comentar os resultados, alegando que não haviam recebido o ranking. Segundo o presidente da OAB-SP, apesar de a última colocada ter aprovado 19,75% dos seus alunos, o índice médio é de 19%, pois há muitas instituições com resultados piores, que não entram no ranking. Para não deturpar as taxas de aprovação, a entidade opta por enumerar apenas as que inscreveram mais de 50 candidatos. A OAB-SP realiza três exames por ano: em abril, agosto e dezembro. Os resultados de agosto de 2002 ainda não foram divulgados. Em dezembro de 2001, 29,64% dos 20 mil formandos foram aprovados. Fonte: O Estado de S. Paulo [O Estado de S. Paulo] |
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