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17/07/2006


Sucata vai dar lugar à cultura na universidade


JUNELDO MORAES

A Universidade Federal da Paraíba (UFPB) sempre foi um dos principais pólos de produção e divulgação cultural do Estado. Com essa idéia, foram criados o Núcleo de Documentação Cinematográfica (Nudoc), o Núcleo de Arte Contemporânea (NAC) e o Núcleo de Teatro Universitário (NTU). Agora a UFPB deve ganhar, em breve, uma pinacoteca, um museu de ciências, um teatro e um auditório, que serão construídos no prédio da Reitoria.

A iniciativa partiu do reitor Rômulo Polari, que decidiu aproveitar um galpão com área de 50x60m, conhecido como "gaiolão", que deveria ser continuidade dos pavimentos da reitoria e estava sendo utilizado para guardar a "sucata" da universidade. Segundo ele, essa é uma idéia antiga que nunca foi posta em prática. "O primeiro passo para isso é ter um projeto, assim a UFPB pode buscar os recursos necessários para a obra", afirma.

Para Polari, a construção da Pinacoteca da UFPB é de extrema importância para preservação da cultura estadual. "Nós temos mais de cem obras de arte, doadas por artistas plásticos do Estado, como Hermano José, Flávio Tavares, Marlene Almeida, Alice Vinagre e W. J. Solha, entre outros, mas não temos um local apropriado para guardá-las", explica o reitor.

De acordo com Polari, a data para construção do Centro Cultural ainda não está definida. Ele diz que espera começar a obra no próximo ano, mas antes de começar a buscar os recursos pretende discutir o projeto com os professores e alunos do curso do Departamento de Artes, pois o novo centro está vinculado ao uso acadêmico e, nos finais de semana, deve ser aberto à comunidade.

Polari diz que a construção do Centro Cultural, que terá um grande auditório, vai resolver um problema antigo da UFPB, que até hoje não tem um espaço destinado às solenidades de formatura. A universidade já realizou essas solenidades no Ginásio de Esportes, um lugar inadequado para isso, e no Espaço Cultural. "O ideal é que as formaturas sejam na própria universidade", diz.

O Centro Cultural deve ter, de acordo com o projeto do arquiteto Claudino Lins, quatro pavimentos integrados verticalmente por um vazio interno, que terá a função de promover a iluminação natural difusa no interior do prédio. No térreo, será construído o auditório e o teatro com capacidade para 800 pessoas. No primeiro andar ficará uma galeria de artes; no segundo, a Pinacoteca e, no terceiro, o museu de ciências.

Claudino conta que já conhecia alguns espaços modernos, como o auditório e a pinacoteca da PUC-RS. Mas quando recebeu a encomenda do projeto do Centro, procurou conhecer teatros modernos e consultar bilbliografia sobre a construção desses espaços. "Antes de comçar o projeto, eu li muitos livros sobre a construção dos teatros, museus, visitei a Pinacoteca de São Paulo e outros lugares", afirma.

Arquiteto formado pela UFPB, Claudino Lins Nóbrega Júnior é professor de Arquitetura e Urbanismo do Unipê. Além do projeto do Centro Cultural, ele fez o projeto do novo Centro de Ciências Jurídicas, que começa a ser construído em setembro no Campus de João Pessoa.


[Jornal da Paraíba]




 
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