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24/07/2006


Eleição para escolha de reitor da UFF tem mais um turno esta semana


Jaciara Moreira

A eleição para a escolha do novo reitor da Universidade Federal Fluminense (UFF) terminou oficialmente no último dia 14. Porém, a disputa entre os candidatos continua acirrada. Inconformados com o resultado do pleito em que foram derrotados por uma diferença de 30 votos, os concorrentes da Chapa 1, Antônio Peçanha e Francisco Palharini, pediram, na semana passada, a anulação da eleição que deu a vitória a Roberto Salles, da Chapa 2, com 5.629 votos.

Segundo Peçanha, que teve 5.599 votos, a apuração ocorreu em clima de muito tumulto e houve uma série de irregularidades.

- Uma urna que vinha de Angra dos Reis ficou retida na reitoria e chegou ao local da apuração bem depois das outras; houve mudança de locais de votação entre o primeiro e o segundo turno, sem aviso prévio; e os critérios para a anulação dos votos não eram os mesmos em todas as mesas apuradoras - denuncia Peçanha.

A Comissão Eleitoral da UFF vai se reunir na próxima quarta-feira para avaliar o pedido. Na semana passada, a comissão indeferiu o pedido de recontagem dos votos apresentado por Peçanha. Segundo a assessoria de imprensa da UFF, "as alegações do candidato foram apreciadas pela comissão, que não as considerou relevantes para justificar uma recontagem de votos". Além disso, informa a assessoria, o regulamento eleitoral da universidade não prevê recontagem.

- A lei não prevê a recontagem, mas também não a proíbe. Terça-feira, antes de a comissão negar oficialmente o pedido, alguns conselheiros ligados à chapa adversária já estavam pedindo o voto contra. Eu queria a recontagem para legitimar as eleições, não para apontar erros. Mas é preciso saber por que eles têm medo da recontagem? - questiona Peçanha.

Salles prega união pela melhoria da UFF

Roberto Salles reforça que não há respaldo legal para pedir a recontagem ou a anulação. Ele considera as eleições encerradas e diz que agora quer trabalhar pela melhoria da universidade:

- Não há vencedores ou vencidos. O que está em jogo agora é o bem da universidade. Não sei para que tudo isso. Pedir a anulação é um direito dele. Em 1998, eu ganhei nos votos totais e perdi na proporcionalidade, mas não reclamei.

As eleições são feitas em três segmentos: alunos, professores e técnicos administrativos. Peçanha ganhou entre os alunos e professores e perdeu entre os técnicos. A assessoria da UFF informou que a Comissão Eleitoral não pode se pronunciar sobre o tema antes da próxima quarta-feira.


[O Globo]




 
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