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15/01/2004


Curso nos EUA ainda atrai brasileiro


As medidas rígidas adotadas pelo governo americano para averiguar a entrada de estrangeiros (de pelo menos 27 países) nos Estados Unidos (EUA) e as ameaças de atentados terroristas não estão desanimando os brasileiros interessados em bolsas de estudos ou intercâmbio naquele país. Pelo menos é o que indica o Consulado Americano, o setor de Relações Internacionais da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a Fundação Estudar e instituições e empresas responsáveis por intercâmbios.

De acordo com o consulado, a demanda por esse tipo de visto - que dá o direito de permanência no país por um ano, podendo ser renovável - continua a mesma. Isso, apesar de todo o constrangimento a que os visitantes são submetidos no setor de imigração dos aeroportos americanos. Como o que aconteceu recentemente com uma médica brasileira que, chegando a Nova Iorque para participar de um congresso, foi deportada.

Apesar de não divulgar o número, segundo a assessoria de imprensa da representação consular, com a documentação correta e em dia, não há dificuldades para se obter a autorização de entrada. O mesmo estaria ocorrendo com quem tenta obter bolsas de estudo. De acordo com a diretora do Departamento de Relações Internacionais da UFMG, a professora Sandra Almeida, o interesse dos alunos de graduação tem até aumentado. "É uma oportunidade de crescimento profissional", diz. Ela frisa que o único transtorno tem sido o tempo gasto para se conseguir toda a documentação. Antes, o despachante fazia todo o trabalho. Agora, o interessado deve ir ao Rio de Janeiro para conseguir o visto. "Por isso, pedimos que os candidatos agilizem a papelada o quanto antes", alerta a professora.

Mesmo assim o estudante deve estar preparado psicologicamente para enfrentar os funcionários da imigração. A estudante de Letras Lidiane Luiza da Cunha, 22 anos, conseguiu o intercâmbio pela UFMG para estudar em Detroit (estado de Michigan). Quando chegou aos EUA, gastou uma hora na imigração, por não ter o endereço do prédio da universidade em que iria estudar. "Tinha o endereço da universidade e não do prédio. Eles foram durões demais, e a papelada estava correta. Faltava só um detalhe", disse a estudante, que passou cinco meses no país.

E a procura de estudantes que querem aprender ou aprimorar o inglês na terra do "tio Sam" também continua intensa. É o que diz o consultor de cursos no exterior da Central Internacional do Estudante (CIE), Aloiso Quintão. "O que ocorre, muitas vezes, é que há pessoas que preferem cursos na Europa, que têm duração de um ano, enquanto nos Estados Unidos o período é de dois anos", pondera Quintão.

O professor universitário Adriano Costa, 35 anos, preferiu o Canadá. "Não teria problema em ir para os EUA, mesmo com toda essa confusão, mas escolhi o Canadá, pela sua beleza natural e riqueza cultural", conta Costa.

Na avaliação da diretora executiva do Programa de Bolsas de Estudo da Fundação Estudar ONG, Elatia Abate Han, as exigências são muitas, mas quando se trata de bolsa de estudos, há melhores relações. "Não há motivos para desistir. O que vale é a experiência a ser adquirida", acredita.

Fonte: Hoje em Dia Online


[Hoje em Dia Online ]




 
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