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12/02/2003


Poli pesquisa conexões mais rápidas de Internet 2


TrÛs experiÛncias conduzidas pela Escola PolitÚcnica (Poli) da USP, com a colaboraþÒo de universidades norte-americanas, contribuirÒo para o aperfeiþoamento tÚcnico da Internet 2, rede de computadores destinada a atividades de pesquisa. Capaz de transmitir dados, voz e vÝdeo com mais qualidade e rapidez, o desenvolvimento da rede trarß avanþos nas ßreas de telemedicina e educaþÒo Ó distÔncia.

A professora Tereza Cristina Carvalho, diretora do Laborat¾rio de Arquitetura e Redes de Computadores (LARC), relata que a Caverna Virtual da Poli serß interligada com um equipamento similar existente na Universidade de Illinois, tentando reduzir pela metade o atraso na transmissÒo de dados. Transmiss§es de vÝdeo digital da Universidade de Washington, em Seattle, tambÚm serÒo realizadas. AlÚm disso, estß prevista a troca de imagens mÚdicas entre o Instituto do CoraþÒo (InCor) do Hospital das ClÝnicas (HC) e a Universidade de Columbia.

Segundo Tereza Cristina, a colaboraþÒo internacional foi definida na ·ltima reuniÒo internacional da Internet 2 em outubro de 2002. Os resultados dessas experiÛncias deverÒo ser apresentados em abril, na pr¾xima reuniÒo da rede, coordenada pelo cons¾rcio Internet 2, composto por 200 universidades de todo mundo, ind·stria e governo, e estabelecida nos Estados Unidos (www.internet2.edu).

Velocidade e Qualidade - A professora explica que a Internet 2 se distingue da rede convencional por sua destinaþÒo Ó pesquisa e pela maior velocidade e qualidade na transmissÒo de dados, vÝdeo e voz. "Na conexÒo pela Internet 1, a rede nÒo diferencia essas informaþ§es e o uso de cabos de cobre, principalmente na ·ltima milha, devido Ó sua frequÛncia de onda, limita o trßfego e provoca perda de dados", relata. "Existem casos que Ú necessßria uma transmissÒo de alta confiabilidade e sem perdas, como numa tomografia enviada para diagn¾stico mÚdico e, no caso de audios e vÝdeos, com baixo atraso".

Na Internet 2, alÚm do uso da fibra ¾tica, que evita a perda de dados, as informaþ§es transmitidas sÒo divididas em pacotes. "Dados, voz e vÝdeos sÒo identificados por meio de etiquetas, ou labels", diz Tereza Cristina. "Os equipamentos de rede lÛem essas etiquetas e estabelecem prioridades de envio, aumentando o volume e a rapidez das transmiss§es". No Brasil, a Internet 2 comeþou a ser implantada pelo CNPq em 1998, e a Poli, atravÚs do LARC, coordenou a implantaþÒo e o desenvolvimento tÚcnico da rede na cidade de SÒo Paulo, com o apoio da FundaþÒo de Amparo Ó Pesquisa do Estado de SÒo Paulo (Fapesp).

Tereza Cristina relata que a Poli integra o programa Tidia da Fapesp, composto por trÛs grandes grupos: o de "e-learning", a incubadora de conte·do e o "test-bed" - o experimento de uma rede totalmente ¾tica, evitando perda de velocidade na conversÒo dos sinais ¾ticos em sinais elÚtricos. "Embora a Internet 2 seja uma rede diferenciada, os avanþos obtidos deverÒo ser incorporados gradativamente Ó rede convencional", diz a professora. "A tendÛncia Ú que a rede comum tambÚm ganhe em rapidez e confiabilidade, e reduza a perda de dados".

Na USP estÒo ligadas Ó Internet 2, a AdministraþÒo e o Departamento de Engenharia ElÚtrica da Poli, o Centro de ComputaþÒo Eletr¶nica (CCE) e o InCor. A rede deverß ser expandida com a interligaþÒo do IAG e da Escola do Futuro. Fapesp, Escola Paulista de Medicina, a PUC, NET (operadora de TV a Cabo) e Telef¶nica integram a Internet 2 em SÒo Paulo.

Mais informaþ§es: (0XX11) 3091-5261, com Tereza Cristina Carvalho

Fonte: AgÛncia USP



 
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