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15/01/2004


Bolsas de pós-graduação do CNPq são reajustadas em 18%


O ministro da CiÛncia e Tecnologia, Roberto Amaral e o presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento CientÝfico e Tecnol¾gco - CNPq, Erney Camargo, anunciaram no Rio de Janeiro medidas que favorecem a ampliaþÒo da pesquisa no Brasil. O an·ncio do reajuste de 18% no valor das bolsas de p¾s-graduaþÒo (mestrado e doutorado) oferecidas pelo CNPq, que estavam congeladas hß 10 anos, foi comemorado pela comunidade cientÝfica.

AlÚm do reajuste de 18% nas bolsas de Mestrado (que passam de R$ 725,00 para R$ 855,00) e Doutorado (de R$ 1.074,00 para R$ 1.267,00), que passa a vigorar a partir de 1Q de fevereiro de 2004, foram anunciadas mais 1.500 novas bolsas, com 30% delas destinadas aos estados do Nordeste, Norte e Centro-Oeste, de acordo com a polÝtica do MCT para o desenvolvimento em pesquisa e p¾s-graduaþÒo dessas regi§es. Essa medida implica num investimento de R$ 36 milh§es.

Pesquisadores, cientistas, professores, bolsistas e membros da academia fluminense lotaram o Anfiteatro HÚlio Fraga do Centro de CiÛncias da Sa·de da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e aplaudiram as medidas anunciadas. A representante da AssociaþÒo dos P¾s-Graduandos da UFRJ, Ariane Larentis, disse que, depois de uma dÚcada, essa Ú a primeira medida concreta de favorecimento aos bolsistas por parte do Governo Federal.

? Estou cumprindo um compromisso que assumi no inÝcio do ano passado, quando anunciamos o aumento do n·mero de bolsas de estudos. T mais um passo do governo do presidente Luiz Inßcio Lula da Silva para formar 10 mil doutores atÚ o final do seu mandato, acentuou o ministro Roberto Amaral.

O presidente da Sociedade Brasileira de BioquÝmica e Biologia Molecular, Paulo MourÒo, falou do avanþo significativo da ßrea cientÝfica nesse primeiro ano do governo Lula: "Estamos vivendo um momento que vemos a pesquisa ser valorizada". Disse ainda que o processo de descentralizaþÒo dos recursos da ßrea de C&T devem continuar norteando a polÝtica do MinistÚrio.

Novos benefÝcios

Outra medida anunciada foi a criaþÒo de uma nova Taxa de Bancada (apoio Ó pesquisa) para os bolsistas de p¾s-doutorado no paÝs. A taxa financiarß gastos dos bolsistas com suas pesquisas e seguirß os requisitos existentes para as outras modalidades. EstÒo destinados R$ 2,4 milh§es para este programa. O n·mero de bolsas de iniciaþÒo cientÝfica j·nior tambÚm irß aumentar. Passarß de 3 mil para 5 mil e setenta bolsas. Essas bolsas, repassadas aos estados, sÒo concedidas a alunos do ensino mÚdio para incentivar o interesse pelas ßreas de CiÛncia e Tecnologia.

Com o intuito de promover o ensino de C&T, o MCT criou ainda um adicional para os bolsistas do CNPq que participarem do Programa Nacional de Apoio aos Professores de CiÛncias nas Escolas P·blicas de Ensino MÚdio. Estß reservado R$ 1,2 milhÒo para esse incentivo, que espera envolver pelo menos mil bolsistas, com a anuÛncia de seus orientadores, e atingir 15 mil professores neste primeiro ano.

RepercussÒo

Durante o an·ncio da nova polÝtica do CNPq, vßrios membros da academia fluminense se manifestaram. O presidente do Conselho de Reitores das Universidades do Brasil (Crub), Paulo AlcÔntara Gomes, referendou a "necessidade de descentralizar o saber no PaÝs".

O presidente do F¾rum de Reitores do Estado do Rio de Janeiro (Forerj), CÔndido Mendes, ressaltou a atual polÝtica do MCT de ter feito avanþar a pesquisa nas instituiþ§es privadas de ensino e por ter "emancipado" os Fundos Setoriais da tutela empresarial e tÛ-los levado de volta Ós universidades e centros de pesquisa. O secretßrio de CiÛncia e Tecnologia do Rio de Janeiro, Wanderley de Souza, "falando em nome de todos os secretßrios estaduais de C&T do paÝs", disse que uma das mais importantes diretrizes do atual MinistÚrio era a nÒo politizaþÒo da distribuiþÒo dos recursos.

Dentre as cerca de 200 pessoas que participaram da cerim¶nia na UFRJ, estavam presentes: Silvia de Melo Barros, vice-reitora da UFRJ; JoÒo Ferreira da Silva Filho, decano do Centro de CiÛncias da Sa·de da UFRJ; Adalberto Vieyra - diretor do Instituto de CiÛncias BiomÚdicas; Adriane Larentis, representante da AssociaþÒo de P¾s-Graduandos; Paulo AlcÔntara, presidente do Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras (CRUB); CÔndido Mendes, presidente do F¾rum de Reitores do Rio de Janeiro; Pe. Jesus Hortal, reitor da PUC; Benedito Cunha Machado - pr¾-reitor Administrativo da UNIRIO; Paulo MourÒo, presidente da Sociedade Brasileira de BioquÝmica e Biologia Molecula e Pedricto Rocha, presidente da Faperj.

Fonte: Assessoria de Imprensa do MCT


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