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Quarta-feira :: 17 / 03 / 2010
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Aluna da UEM receberá prêmio nacional em Belém
O Conselho Federal de Economia (Cofecon) entregarß Ó aluna do mestrado em Economia da Universidade Estadual de Maringß (UEM), Elaine Cristina de Piza, o prÛmio de primeiro lugar no 11Q PrÛmio Brasil de Economia, na categoria monografia, em BelÚm-PA. Piza terß as despesas de viagem e estadia pagas pelo Cofecon e receberß R$1,5 mil. Ela venceu o concurso nacional com o trabalho ReconstruþÒo da PolÝtica Monetßria no Brasil: da zeragem automßtica ao regime de metas de inflaþÒo. A estudante foi orientada pelo professor Marcos Roberto Vasconcelos, atualmente assessor da presidÛncia da Caixa Econ¶mica Federal, em BrasÝlia, e defendeu a monografia na conclusÒo do curso de graduaþÒo em Economia em 2002. O mesmo trabalho foi classificado em primeiro lugar no PrÛmio Paranß de Economia no ano passado, promovido pelo Conselho Regional de Economia. O presidente do Cofecon, Humberto Tann·s J·nior, enviou ofÝcio ao reitor da UEM, Gilberto Cezar Pavanelli, comunicando a classificaþÒo da aluna no concurso e convidando-o para a cerim¶nia de entrega do prÛmio, no dia 7 de setembro, Ós 20 horas, no Hilton Hotel da capital paraense, durante a abertura do Simp¾sio Nacional dos Conselhos de Economia. No documento, Tann·s parabeniza a UEM pelo "importante papel dessa InstituiþÒo de Ensino na formaþÒo e consolidaþÒo do pensamento econ¶mico no PaÝs, que em muito enaltece a profissÒo de economista". No trabalho duplamente premiado, Piza procurou mostrar como funcionou a polÝtica monetßria no Brasil durante os oito anos de governo de Fernando Henrique Cardoso. A anßlise iniciou-se com a discussÒo a respeito dos mecanismos de zeragem automßtica. Durante a dÚcada de 1980 e inÝcio da dÚcada de 1990, o Banco Central (Bacen) atendia as necessidades de moedas requeridas pelos bancos, para igualar o volume de dinheiro captado e com o total emprestado no dia. Portanto, o processo de zeragem nÒo ocorria entre os bancos, no pr¾prio mercado, mas pela atuaþÒo acomodatÝcia do Bacen. Piza explica que, nesse cenßrio, a taxa de juros era fixada pelo Bacen sem considerar o mercado monetßrio. A taxa de juros nÒo tinha relaþÒo com as flutuaþ§es na demanda por moeda. "Nessas condiþ§es, para que o plano de estabilizaþÒo (Real), que comeþou a ser projetado em 1993, atingisse seus objetivos, seria necessßrio reconstruir a polÝtica monetßria de modo que esta se tornasse um dos pilares da contenþÒo inflacionßria", conclui Piza. A partir da anßlise da execuþÒo da polÝtica monetßria durante os dois mandatos do presidente Fernando Henrique Cardoso, a aluna enfatiza que ficou claro o uso desta polÝtica quase que exclusivamente para combater a inflaþÒo. Num primeiro momento, utilizou-se o controle de emissÒo de moeda e, numa segunda etapa, a administraþÒo da taxa de juros de curto prazo, para manter a taxa de cÔmbio (preþo da moeda externa em moeda nacional) dentro dos limites fixados pelo Bacen. Posteriormente, as autoridades da ßrea econ¶mica decidiram abandonar o cÔmbio fixo, deixando-o variar livremente em funþÒo do pr¾prio mercado. Entretanto, era necessßrio um instrumento para coordenar as expectativas e manter a inflaþÒo em nÝveis baixos. Adotou-se, entÒo, o regime de metas inflacionßrias, no qual o governo define previamente a taxa anual de inflaþÒo. Adotou-se esse mecanismo com a promessa de que a transparÛncia da polÝtica monetßria seria aumentada conduzindo ao resgate da credibilidade polÝtica. Segundo Piza, nÒo hß como negar que o regime de metas de inflaþÒo foi bem sucedido no alcance de seus objetivos. Apesar de ser um fato recente na economia brasileira, este regime vem se mostrando importante para o alcance de baixos nÝveis de inflaþÒo mesmo em contexto de choques. O Bacen tem reagido fortemente Ós expectativas inflacionßrias atravÚs de aumento da taxa Selic, em consistÛncia com o modelo adotado. PorÚm, a crÝtica que se faz Ú se a escolha desse regime foi adequada Ó economia brasileira, ou melhor, questiona-se a conveniÛncia de adotar a estabilidade de preþos como objetivo ·nico da polÝtica monetßria. Para a aluna, a polÝtica monetßria p¾s-Plano Real e, sobretudo, p¾s-metas de inflaþÒo em nenhum momento esteve livre para cumprir os objetivos de estÝmulo ao investimento produtivo, estimulando o desenvolvimento econ¶mico e a geraþÒo de emprego. Sua execuþÒo, durante todo este perÝodo, voltou-se exclusivamente para a busca da estabilidade de preþos, seguindo um claro receitußrio novo-clßssico. Piza finaliza reconhecendo a importÔncia de um ambiente de preþos estßveis para coordenar positivamente as expectativas dos agentes. Apesar disso, diz que se reconhece tambÚm a necessidade de a economia brasileira alcanþar taxas aceitßveis de crescimento econ¶mico e aumento do emprego. "NÒo se estß, portanto, argumentando que a autoridade monetßria seja condescendente com a inflaþÒo, mas que esta nÒo deve fugir da responsabilidade por resultados macroecon¶micos reais". Pavanelli manifesta satisfaþÒo pela conquista da aluna e tambÚm por ser convidado para a cerim¶nia de entrega do prÛmio em BelÚm. "Essa Ú uma distinþÒo Ó aluna, em primeiro lugar, e tambÚm para a UEM e ao curso de Economia, que Ú um curso de ponta", comemora o reitor, que vai analisar a possibilidade de participar da solenidade, para, inclusive, prestigiar a aluna. Fonte: UEM |
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