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Quinta-feira :: 18 / 03 / 2010
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Variações nos níveis de poluição do ar provocam mortes em recém-nascidos
Tadeu Breda Preocupado com as conseq³Ûncias que a mß qualidade do ar estß trazendo para a populaþÒo da cidade de SÒo Paulo, o professor Chin An Lin, da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), pesquisou a relaþÒo entre a concentraþÒo de poluentes na atmosfera e o n·mero de mortes de crianþas recÚm-nascidas (entre 1 e 28 dias de vida) no municÝpio, entre 1998 e 2000. "Entre os dias em que a poluiþÒo atmosfÚrica foi mais intensa e naqueles em que a concentraþÒo de poluentes foi menor, observamos um crescimento de 6,3% no n·mero de mortes entre recÚm-nascidos", revela o pesquisador. A equipe de Chin cruzou n·meros oficiais da mortalidade na Capital - obtidos junto ao Programa de Aprimoramento de InformaþÒo sobre a mortalidade (Proaim) - com dados referentes Ó poluiþÒo atmosfÚrica e condiþ§es meteorol¾gicas oferecidos pela Companhia de Tecnologia e Saneamento Ambiental (Cetesb) e pelo Instituto de Astronomia, GeofÝsica e CiÛncias AtmosfÚricas (IAG) da USP, respectivamente. "O estudo exigiu um trabalho estatÝstico complicado, em que separamos quatro nÝveis diferentes de concentraþÒo de poluentes no ar ao longo do perÝodo de estudo, que foi pouco mais de 2 anos. AlÚm disso, levamos em consideraþÒo outros fatores que influenciam nas mortes neonatais, como dias mais frios, por exemplo", comenta. Segundo Chin, a causa da morte tanto em crianþas como em idosos - principais vÝtimas da mß qualidade do ar nas metr¾poles - nunca Ú a poluiþÒo, mas sim os problemas que ela desencadeia e as falhas funcionais que ela provoca no organismo humano. "AlÚm de causar problemas respirat¾rios graves, a poluiþÒo atmosfÚrica tambÚm contribui muito para o agravamento de doenþas cardiovasculares em idosos e facilita a ocorrÛncia de infecþ§es nos recÚm-nascidos, que ficam expostos aos efeitos da poluiþÒo desde a gestaþÒo", explica. Sa·de P·blica A pesquisa, realizada no Laborat¾rio de PoluiþÒo AtmosfÚrica Experimental (LPAE) da FMUSP, tambÚm revelou grande presenþa de di¾xido de enxofre e materiais particulados (poeira, metais pesados, fumaþa) no ar paulistano. "Esses poluentes, originados principalmente da queima dos combustÝveis utilizados em carros e caminh§es, estÒo mais associados Ós mortes neonatais", esclarece Chin. Outros estudos realizados pelos professores Paulo Hilßrio Nascimento Saldiva e Gy÷rgy B÷hm, tambÚm do LPAE, indicaram que a principal fonte poluidora da cidade de SÒo Paulo Ú a enorme frota de veÝculos automotores que circula no municÝpio. Para Chin, a poluiþÒo deve ser mais amplamente discutida entre os cidadÒos com o intuito de conscientizß-los de que este nÒo Ú somente um problema ambiental, mas tambÚm uma grave questÒo de sa·de p·blica. "A partir do momento em que uma crianþa perde a vida ou tem sua sa·de comprometida pela poluiþÒo, esta se torna uma questÒo de sa·de p·blica e, como tal, merece ser abordada com mais seriedade tanto pela populaþÒo como pelas autoridades." Fonte: USP |
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